Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Vida & Estilo

Dia da Saúde Mental: alimentação pode ser aliada no tratamento da depressão

O que você come pode ajudar a cuidar da mente? Descubra o que a ciência já sabe sobre alimentação e depressão

10/10/2026 02:00
Getty Images
Ilustração colorida de mulher rodeada por alimentos em sua cabeça- Metrópoles.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, cerca de 10% dos adultos brasileiros já receberam diagnóstico de depressão, o equivalente a mais de 16 milhões de pessoas. E as mulheres aparecem com frequência bem maior que os homens. O tratamento passa por psicoterapia, acompanhamento médico e, em muitos casos, uso de medicamentos.

A ciência, porém, vem mostrando que a alimentação também tem um papel importante sobre essa questão — no Dia da Saúde Mental, celebrado neste sábado (10/10), revelamos como certas matérias-primas, a exemplo de ovos, azeite e castanhas, contribuem com uma melhora do quadro.

Receba no seu email as notícias de Fitness&Nutrição

Frequência de envio: Duas vezes na semana

Ver todas as newsletters

Alimentação, depressão e saúde mental: o que a ciência já sabe

Existe uma via de comunicação constante entre o intestino e o cérebro, chamada de eixo intestino-cérebro. As bactérias que vivem no nosso intestino produzem substâncias que influenciam a inflamação, o sistema imunológico e até mensageiros químicos ligados ao humor.

Dia da Saúde Mental: alimentação pode ser aliada no tratamento da depressão - destaque galeria
8 imagens
Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais
Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono
O bem-estar é fundamental para uma vida plena e satisfatória
1 de 8

O bem-estar é fundamental para uma vida plena e satisfatória

Getty Images
Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais
2 de 8

Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Getty Images
Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
3 de 8

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável

Getty Images
Praticar atividade física é essencial
4 de 8

Praticar atividade física é essencial

Getty Images
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
5 de 8

Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz

Getty Images
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono
6 de 8

O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Getty Images
Pessoas com bem-estar emocional tendem a desenvolver relações interpessoais mais satisfatórias
7 de 8

Pessoas com bem-estar emocional tendem a desenvolver relações interpessoais mais satisfatórias

Getty Images
Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequado
8 de 8

Uma alimentação saudável, rica em nutrientes e equilibrada, fornece ao corpo os elementos necessários para um funcionamento adequado

Getty Images

Pense no intestino como um jardim. Quando recebe fibras, variedade de vegetais e alimentos naturais, ele floresce. Quando vive de açúcar e ultraprocessados, as ervas daninhas tomam conta. E esse desequilíbrio parece repercutir de forma sistêmica, inclusive no cérebro.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & Estilo

O que os estudos mostram

Uma pesquisa australiana acompanhou adultos com depressão moderada a grave que seguiam com o tratamento habitual. Parte deles recebeu orientação para adotar uma alimentação no estilo mediterrâneo. Depois de 12 semanas, cerca de um terço desse grupo teve remissão dos sintomas, contra 8% do grupo que recebeu apenas apoio social.

Getty ImagesFoto de grãos de bico
O grão-de-bico é uma leguminosa que oferece muitos benefícios à saúde

O estudo foi pequeno, com poucas dezenas de participantes, e precisa ser confirmado por pesquisas maiores. Mas ele abriu uma porta importante: melhorar o prato pode somar muito ao tratamento.

Então, o que colocar no prato?

  • Peixes como sardinha, salmão e atum, fontes de ômega-3;
  • Feijão, lentilha e grão-de-bico, ricos em fibras e vitaminas do complexo B;
  • Verduras de folhas escuras, que trazem folato;
  • Frutas variadas e coloridas;
  • Castanhas, nozes e sementes;
  • Azeite de oliva;
  • Iogurte natural e outros fermentados, que ajudam a microbiota;
  • Ovos e carnes magras, que fornecem vitamina B12 e ferro.

O que merece atenção

Dietas ricas em ultraprocessados, como salgadinhos, refrigerantes, biscoitos recheados e embutidos, têm sido associadas a maior risco de sintomas depressivos. O álcool também entra na lista: pode parecer um alívio no começo, mas piora o sono, o humor e interfere nos remédios.

MagnificMulher tomando cerveja- Metrópoles
O consumo excessivo de álcool é prejudicial

Outro ponto importante é a deficiência de nutrientes. Falta de vitamina D, B12, ferro e folato pode causar cansaço e desânimo que se confundem com depressão ou agravam o quadro. Exames de rotina ajudam a investigar.

Quando comer vira um desafio

A depressão costuma bagunçar a relação com a comida. Algumas pessoas perdem o apetite, outras buscam doce e carboidrato como conforto. Nos dias difíceis, a meta não é a perfeição. Um prato simples, como arroz, feijão, ovo e uma salada, já é cuidado. Comer em companhia também ajuda.

Comida soma, não substitui

Nenhum alimento cura depressão. Ela é uma doença séria, que precisa de acompanhamento profissional. A alimentação entra como aliada, junto com sono, atividade física, terapia, vínculos afetivos e uso de medicamentos se necessário. Consulte o seu médico.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida