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Saúde

Terapia com ventosa ajuda, mas benefícios ainda não foram confirmados

O objetivo principal da terapia com ventosa é aumentar a circulação sanguínea local e, como consequência, diminuir a tensão muscular

02/08/2026 02:00
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Imagem colorida mostra mulher branca fazendo ventosa - Metrópoles

Quem acompanha esportes já se acostumou a ver marcas circulares e vermelhas nas costas dos atletas. A técnica, chamada de ventosaterapia, usa sucção para criar uma pressão negativa que causa a descompressão dos tecidos. A ideia principal do estímulo é aumentar a circulação sanguínea local, favorecer a mobilidade dos tecidos, diminuir a tensão muscular e reduzir a sensação de dor. 

No caso de atletas, a ventosa é muito utilizada para agilizar a recuperação muscular, aliviar dores e a liberar a tensão pós-treinos ou competições intensas e estressantes. Porém, a ventosaterapia só funciona quando utilizada como um tratamento complementar em um plano de ação mais amplo.

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“A ventosa não deve ser vista como uma solução única ou milagrosa. Atualmente, ela é considerada um recurso complementar, que apresenta melhores resultados quando faz parte de um plano de tratamento individualizado”, avalia a fisioterapeuta Camila Santos, do Centro de Excelência Física, no Rio de Janeiro.

Por outro lado, apesar alguns estudos demonstrarem os benefícios da técnica, as análises ainda são preliminares e a qualidade delas varia.

“Os mecanismos de ação ainda estão em estudo e temos números reduzidos de comprovações laboratoriais. Há necessidade de uma comprovação de eficácia superior a longo prazo e a correlação com patologias ou doenças adversas”, ressalta a fisioterapeuta Georgia D’Oliveira, professora da Universidade Católica de Brasília (UCB).

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Em quais quadros o uso da ventosa é indicado?

  • Dores musculares e pontos de tensão.
  • Cervicalgia e lombalgia.
  • Rigidez muscular.
  • Recuperação muscular.

Contraindicações da ventosaterapia

Apesar de ajudar em quadros de incômodos e tensão muscular, o uso da ventosa pode causar reações adversas em algumas situações, sendo contraindicado para:

  • Indivíduos com feridas abertas, queimaduras ou infecções de pele;
  • Pacientes com histórico de trombose venosa, alterações importantes de coagulação ou que fazem uso de anticoagulantes;
  • Pessoas de pele fina ou frágil, como idosos;
  • Indivíduos com marca-passo ou dispositivos eletrônicos implantados;
  • Gestantes, que devem evitar as ventosas especialmente no abdômen e região lombar;
  • Pacientes com câncer em tratamento ativo, sobre áreas de metástase óssea ou tecido irradiado.

As especialistas deixam claro que o tratamento não deve substituir medicamentos, cirurgias ou programas de reabilitação e deve ser aplicado quando houver indicação por parte de um profissional.

“A ventosaterapia não trata a causa de condição musculoesquelética sozinha, não substitui fisioterapia ativa (exercício terapêutico, fortalecimento, reeducação postural), nem tratamentos médicos como medicação, cirurgia ou reabilitação estruturada. Ela funciona como coadjuvante dentro de um plano terapêutico mais amplo — nunca como tratamento principal ou substituto”, conclui Georgia.