Pela primeira vez, técnica altera genes em embriões com alta precisão

Estudo utilizou uma versão mais avançada da tecnologia CRISPR e evitou danos genéticos observados em pesquisas anteriores

atualizado

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Ilustração colorida de aneis de DNA enfileiradas - Metrópoles.
1 de 1 Ilustração colorida de aneis de DNA enfileiradas - Metrópoles. - Foto: Unsplash

Pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, conseguiram editar o DNA de embriões humanos com um nível de precisão sem precedentes, conforme pré-publicação científica, da última segunda-feira (1/6). Apesar disso, o trabalho ainda não foi revisado por pares.

A equipe de cientistas utilizou uma técnica conhecida como edição de base (base editing – termo em inglês), uma versão mais refinada das ferramentas de edição genética derivadas do CRISPR. Em vez de cortar trechos do DNA, o método altera letras específicas do código genético, reduzindo o risco de dados indesejados. 

Nos experimentos, os cientistas modificaram dois genes presentes em embriões humanos doados para pesquisas. Um deles foi o PCSK9, associado aos níveis de colesterol LDL no sangue. O outro foi o HBG, envolvido na produção da hemoglobina fetal. 

De acordo com os autores, as alterações foram realizadas sem os grandes danos cromossômicos observados em estudos anteriores com o CRISPR tradicional. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que a tecnologia ainda não está pronta para o uso clínico. 

Um dos principais desafios observados foi o chamado mosaicismo. Em parte dos embriões analisados, algumas células receberam a alteração genética enquanto outras permaneceram inalteradas.

A presença de células geneticamente diferentes em um mesmo embrião é considerada um obstáculo para a aplicação segura da técnica. Por causa dessa limitação, os autores defendem a realização de novos estudos para avaliar a segurança e a eficácia do método.

Os próximos estudos deverão buscar formas de reduzir o mosaicismo e avaliar o comportamento da edição de base em embriões mais desenvolvidos. Até o momento, os resultados representam um avanço experimental, sem previsão de aplicação em clínicas de fertilização.

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