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Corte italiana não viu perseguição política em julgamento de Zambelli

Suprema Corte italiana entendeu que, na condenação de Zambelli por porte ilegal de arma, não houve perseguição política ou parcialidade

23/07/2026 12:10, atualizado 23/07/2026 12:47
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Ex-deputada federal Carla Zambelli

A Corte de Cassação de Roma, equivalente ao Supremo Tribunal Federal na Itália, entendeu que não houve perseguição política contra a ex-deputada Carla Zambelli no julgamento, no Brasil, que a condenou a 5 anos e 3 meses de prisão por porte de arma ilegal e perseguição armada.

Ao julgar o processo de extradição da ex-parlamentar, a Corte determinou, em 1° de julho, o reinício do processo em instância inferior. Nesta quinta-feira (23/7), o documento foi divulgado na íntegra.

Zambelli foi condenada em dois processos no Brasil, que viraram dois pedidos de extradição separados na Itália.

Em maio deste ano, a Suprema Corte italiana decidiu anular a extradição de Zambelli referente à condenação a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os juízes italianos entenderam que o ministro Alexandre de Moraes não tinha condições imparciais para julgar o caso, pois teria sido vítima da invasão do sistema do CNJ.

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Ex-deputada Carla Zambelli
Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
Carla Zambelli perseguiu um homem o apontando uma arma durante as eleições de 2022
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Carla Zambelli perseguiu um homem o apontando uma arma durante as eleições de 2022

Reprodução/vídeo
Ex-deputada Carla Zambelli
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Ex-deputada Carla Zambelli

Igo Estrela/Metrópoles
Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia
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Caso seja extraditada, Zambelli deve ficar custodiada na prisão Colmeia

Reprodução

Entendimento da Corte da Itália

No caso da perseguição armada, a Corte de Cassação romana concluiu não haver perseguição política. O colegiado também rejeitou alegações sobre falta de imparcialidade do STF e sobre condições degradantes do presídio Colmeia, onde Zambelli ficará detida caso seja extraditada ao Brasil.

De acordo com a decisão, os ministros italianos consideraram que o quadro clínico de Zambelli é complexo, conforme perícia médica realizada no processo, segundo a qual a ex-parlamentar necessita atenção e acompanhamento médico especializado constante.

A Corte mandou reiniciar o processo entendendo ser necessário obter garantias específicas sobre o estado de saúde de Zambelli e a possibilidade de assistência médica na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, ou de transferência a uma unidade de saúde em caso de necessidade.

“É necessário que sejam solicitadas à autoridade governamental brasileira informações precisas sobre as condições específicas de saúde da acusada, no tocante à possibilidade de que ela possa usufruir na prisão tanto de um monitoramento constante quanto dos cuidados médicos de que necessita. A decisão recorrida deve, portanto, ser anulada, com a remessa a outra seção do Tribunal de Apelação de Roma para novo julgamento”, escreveu a ministra relatora, Maria Silvia Giorgi.