Saiba tudo sobre as vacinas contra Covid-19 em teste no Brasil

Há quatro métodos de imunização sendo testados no país e dois deles realizam ensaios clínicos no Distrito Federal

atualizado 14/10/2020 18:29

Primeiro dia de testes da vacina covid-19 sendo aplicada na hubFrancisco Willian Saldanha/Ascom Hub

A pandemia provocada pelo novo coronavírus colocou o mundo diante de um desafio gigantesco: desenvolver uma vacina em tempo recorde para garantir que uma doença altamente contagiosa e, em muitos casos, fatal não paralise as atividades sociais e econômicas.

No Brasil, este desafio equivale a conseguir doses suficientes para cerca de 210 milhões de pessoas. Nessa quinta-feira (8/10), o Ministério da Saúde anunciou que garantiu cerca de 142 milhões de doses de vacinas e que espera concluir a vacinação dos grupos prioritários ainda no primeiro trimestre de 2021.

Atualmente, há quatro vacinas sendo testadas no país, sendo que duas delas têm ensaios aprovados para o Distrito Federal.

Desenvolvida na Inglaterra, a vacina de Oxford/AstraZeneca é considerada uma das mais promissoras do mundo e está sendo aplicada em 10 mil voluntários brasileiros.

Os ensaios clínicos da Oxford/AstraZeneca incluem voluntários de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.

O acordo do Ministério da Saúde com a AstraZeneca prevê transferência de tecnologia para o Brasil, o que significa que, tão logo seja registrada, a vacina será fabricada pela Fundação Osvaldo Cruz.

A Coronavac, cujo desenvolvedor é o laboratório chinês Sinovac, também é considerada uma candidata promissora e realiza testes em seis unidades da federação, entre elas está o Distrito Federal. Ao todo, os ensaios clínicos da Coronavac no Brasil compreendem 13 mil pessoas.

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No DF, inicialmente, estava prevista a aplicação do imunizante em cerca de 850 voluntários, mas este número será ampliado de acordo com o Hospital Universitário de Brasília (HUB), responsável por cuidar do estudo na capital do país.

A Anvisa deu autorização para a realização de outros dois ensaios clínicos: o da vacina da Janssen – braço farmacêutico da Johnson e Johnson – e o da Pfizer. Os dois laboratórios não têm acordos de compra fechados com o país, mas o fato de estarem realizando testes aqui pode facilitar a etapa de registro das imunizações.

A vacina Pfizer será testada em 2 mil voluntários em São Paulo e na Bahia e a da J&J, em 7,5 mil pessoas. O DF está entre as praças onde haverá testes da vacina J&J. A expectativa é que a aplicação da imunização comece na semana que vem, em um grupo de adultos jovens e saudáveis.

Além destas quatro vacinas, há outras duas candidatas cujos laboratórios anunciaram que desejam fazer testes no Brasil: são a Sputinik V, da Rússia, e a vacina Sinopharm, da China.

Os responsáveis, no entanto, ainda não encaminharam os protocolos de pesquisa para a apreciação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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