Saúde estuda compra de outras nove candidatas a vacina contra Covid-19

Além de ter garantido doses da Oxford/AstraZeneca, pasta avalia possibilidade de fechar acordos com outros laboratórios

atualizado 08/10/2020 21:49

Doutor Gustavo Romero, coordenador do estudo da vacina contra Covid-19 no Distrito Federal, mostra embalagem e seringa utilizada para a imunização - vacina covidJacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

O Ministério da Saúde monitora o desenvolvimento de outras nove vacinas com a possibilidade de compra. São as iniciativas da Sinovac/Butantan (China), Moderna (Estados Unidos), Pfizer (Estados Unidos e Alemanha)​, Sinopharm (China), Sputinik V (RDIF/Rússia), Covaxx (Estados Unidos), Novavax (Estados Unidos), Johnson e Johnson (Bélgica) e Merck (EUA/França/Áustria).

Até aqui, o Ministério da Saúde afirma ter garantido 142 milhões de doses de vacinas, em acordo fechado com a Universidade de Oxford/AstraZeneca e aderindo ao Covax Facility, consórcio internacional capitaneado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todas as imunizações sob avaliação estão sendo testadas em humanos para verificar eficácia e segurança, algumas delas, inclusive, no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, os desenvolvedores já procuraram o governo brasileiro para a negociação, entretanto, o desfecho dependerá dos resultados obtidos nos ensaios clínicos.

“Queremos vacinar a população o mais rápido possível desde que os resultados de imunogenicidade estejam comprovados e a segurança garantida”, afirmou o diretor-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8/10).

Na ocasião, o diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes, lembrou que as regras para o registro de vacinas no país foram ajustadas para agilizar o processo. “A análise das etapas finalizadas está em andamento enquanto aguardamos os resultados finais”, afirmou.

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