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Saúde

Saiba os benefícios da fisioterapia pélvica para a saúde feminina

Técnica de fortalecimento do assoalho pélvico, ajuda a combater desconfortos posturais e evita a incontinência urinária

26/11/2021 05:00
iStock
mulher fazendo pilates

Você já ouviu falar em fisioterapia pélvica? O acompanhamento busca fortalecer o assoalho pélvico e pode ser indicado para etapas importantes da vida da mulher, como o período da gestação ou a menopausa. Também é indicado para a prevenção e o tratamento de incontinência urinária.

A fisioterapia pélvica consiste na avaliação e tratamento de condições que envolvem o assoalho pélvico – conjunto de músculos e ligamentos que sustentam órgãos como bexiga, útero, intestino e tudo que fica na região baixa do abdômen – e sintomas que se manifestam nessa região do corpo, evitando problemas causados pela perda de força na musculatura.

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Esse tipo de atividade beneficia as mulheres em diversas áreas, como na melhoria da autoestima, diminuição da ansiedade e depressão. Também é capaz de ajudar a tratar a incontinência urinária, problemas de intestino e desconfortos posturais.

Bertha Ribeiro, fisioterapeuta da Clínica IBRAFISIO, explica que há vários recursos para fortalecer o assoalho pélvico, entre eles o biofeedback, a eletroestimulação, os cones vaginais e os exercícios de Kegel.

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Durante as sessões, a musculatura da região é trabalhada com exercícios específicos. “É muito importante mantermos a saúde do assoalho pélvico, para deixar os músculos e os ligamentos que dão sustentação a órgãos importantes firmes”, afirma.

Incontinência afeta sete em cada dez mulheres

No Brasil, estima-se que 10 milhões de pessoas sofram de incontinência urinária, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia. A International Continence Society (ICS) define a incontinência urinária como qualquer perda involuntária de urina – independentemente do tipo ou da causa do escape.

De acordo com pesquisa do IPEC (Inteligência e Pesquisa e Consultoria), 68% dos afetados pela incontinência urinária são mulheres – sendo que 20% afirmam que o problema começou durante ou após a gravidez, 15% após ou durante a menopausa e 15% na terceira idade.

“As mulheres apresentam os principais fatores de risco, como menopausa e parto. Além disso, a uretra feminina é mais curta, o que favorece o enfraquecimento da região do assoalho pélvico”, explica Jorge Milhem Haddad, presidente da Sociedade Mundial de Uroginecologia (IUGA).