Quer viver mais? Aumente o consumo de ômega 3 na dieta

Pesquisa realizada com 2.240 voluntários por 11 anos mostra que consumir regularmente o nutriente pode elevar a expectativa de vida

atualizado 30/07/2021 12:59

Getty Images

De acordo com um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, os ácidos graxos do tipo ômega 3 podem aumentar a expectativa de vida, reforçando outras evidências científicas dos inúmeros benefícios desse nutriente.

Como o corpo não consegue produzir esses ácidos sozinho, o principal meio de obtê-los é pela alimentação ou suplementação com orientação especializada. Algumas das maiores fontes de ômega 3 são os peixes de águas profundas, como sardinha, salmão, arenque e atum. Além deles, o ômega 3 pode ser encontrado no óleo de linhaça, sementes de chia, nozes e algas marinhas.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Hospital del Mar Medical Research Institute (IMIM), na Espanha, e do Fatty Acid Research Institute (FARI), nos Estados Unidos. Os cientistas investigavam o papel do ômega 3 na expectativa de vida e para isso acompanharam 2.240 voluntários na faixa etária de 60 anos ao longo de 11 anos e analisaram os níveis de ômega 3 no sangue dessas pessoas.

Os participantes foram divididos em quatro grupos: um de não-fumantes com alto nível de ômega 3; outro com fumantes que tinham alto nível de ômega 3; um terceiro com não-fumantes, mas que apresentavam baixo nível de ômega 3; e um quarto grupo com fumantes que tinham baixo nível do nutriente.

Os cientistas utilizaram o método Kaplan-Meier para estimar a probabilidade de sobrevida ao longo do tempo, considerando os dados de idade e perfis de risco. Os resultados da análise, aqueles que tinham altos níveis de ômega 3 e não fumavam apresentaram uma estimativa de sobrevivência mais elevada. Já os participantes fumantes com altos níveis de ômega 3 e aqueles não fumavam, mas tinham baixos níveis do nutriente, demonstraram índices quase idênticos para a estimativa de sobrevivência.

Como era de se esperar, os fumantes que também tinham baixos níveis de ômega 3 registraram a estimativa de sobrevivência mais baixa. “Ter níveis mais altos desses ácidos no sangue, como resultado da inclusão regular de peixes oleosos na dieta, aumenta a expectativa de vida em quase 5 anos”, destacou Aleix Sala-Vila, coautor do estudo e pesquisador do IMIM, em comunicado à imprensa.

Segundo os pesquisadores, a descoberta indica que existe associação entre níveis mais elevados de ômega 3 e menor risco de morte. “O estudo sugere uma forte associação entre ômega 3 e o risco de mortalidade, pois os padrões ômega 3 foram tão preditivos de risco de morte durante os 11 anos seguintes quanto os fatores de risco padrão. A replicação da pesquisa é necessária para validar o ômega 3 como um preditor de mortalidade por todas as causas”, concluíram os autores do estudo.

Últimas notícias