OMS pede urgência nos esforços para distribuir vacinas da Covid-19

Com resultados positivos das primeiras imunizações, entidade se preocupa em como levá-las a todos os cantos do mundo

atualizado 23/11/2020 14:38

Tedros Adhanom GhebreyesusPicture Alliance/Getty Images

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (23/11), o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que a distribuição dos imunizantes contra a Covid-19 sejam priorizada com a mesma urgência que os laboratórios seguiram para criar uma vacina contra a Covid-19. Ele voltou a afirmar que imunizar a população precisa ser um compromisso internacional para acabar com a pandemia.

A cientista-chefe da entidade Soumya Swaminathan lembrou ainda que o esforço de imunizar bilhões de pessoas é “sem precedentes” e comemorou a existência de várias vacinas potenciais contra o vírus. “Precisamos ter acesso ao maior número possível de fórmulas para cobrir o mundo inteiro”, afirmou.

Ghebreyesus apontou ainda que os três maiores desafios para levar a vacina para todos os países são compromisso político, financiamento e infraestrutura. Para resolver os dois primeiros, foi criado um conselho liderado pelos ministros da saúde da Noruega e da África do Sul.

“Não é suficiente desenvolver uma fórmula, precisamos ainda completar a última etapa. Precisamos garantir a logística, que as pessoas estejam treinadas e que o conhecimento seja compartilhado. Não vai ser fácil, mas está claro que precisamos acabar com as diferenças financeiras e, para isso, precisamos do máximo de dinheiro possível”, explicou Dag-Inge Ulstein, da Noruega.

Segundo o diretor-geral da OMS, será preciso um investimento de cerca de US$ 1,3 bilhão para distribuir as vacinas, os testes e os medicamentos necessários para cuidar das pessoas infectadas pelo coronavírus. “Isso não é caridade, é o jeito mais rápido de acabar com a epidemia e guiar a recuperação econômica”, afirma.

“Quando à infraestrutura, o Banco Mundial, Unicef, OMS e o fundo global já enviaram ofícios para trabalhar com países que precisam de ajuda”, garantiu o diretor-geral.

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