O que fazer quando crianças têm febre depois de tomar vacina da Covid?

Reações adversas leves, como febre e dor no local da aplicação, são esperadas nos primeiros dois dias. Pais devem observar evolução

atualizado 14/01/2022 21:26

Vacinação de criançasMarcelo Hernandez/Getty Images

Com o início da campanha de vacinação infantil contra a Covid-19, crianças de todo o Brasil com idades entre 5 e 11 anos devem receber a primeira dose do imunizante contra o coronavírus nas próximas semanas. A fórmula é nova, e tem levantado dúvidas entre os pais e responsáveis: porém, o processo é semelhante ao de outras vacinas e a aplicação é considerada segura e eficaz para a faixa etária.

Após receber a injeção, algumas crianças podem desenvolver reações adversas leves, comuns a qualquer imunizante. Febre baixa, dor no local da agulhada ou um pouco de dificuldade para fazer atividades com o braço onde a vacina foi aplicada são esperadas por até 48 horas.

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A infectologista Joana D’arc Gonçalves, mestre em medicina tropical pela Universidade de Brasília (UnB), esclarece que, de forma geral, não é indicado tomar medicamentos para aliviar os efeitos colaterais pós-vacina.

Segundo Joana, o uso de antitérmico, como o paracetamol, pode afetar a resposta imunológica do organismo, com prejuízos na produção de anticorpos. A recomendação é observar a temperatura da criança e acompanhar a evolução dela.

“Febre de até 37,5º C é considerada normal, sem a necessidade do uso de antitérmicos. O ideal é fazer essa observação e, se houver alguma dúvida, procurar um médico para verificar a necessidade da utilização de algum fármaco ou não”, afirma a médica.

A infectologista garante que a elevação da temperatura é normal, e se trata de uma reação natural do organismo à produção de imunidade.

Atenção para outras causas

A médica destaca que casos de febre mais alta e presença de outras reações adversas no período próximo à vacinação podem indicar também sintomas de outras doenças que, até então, não haviam se manifestado.

“Pode ser que ela (a criança) já estava incubando outra doença e, neste caso, precisa ser avaliada pelo pediatra para analisar outro foco de infecção, até para a gente não confundir algumas doenças com reação à vacina”, pondera Joana.

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