Molécula experimental “reativa” a defesa do cérebro contra Alzheimer

Estudo mostra que composto ajuda células de defesa do cérebro a conter placas tóxicas ligadas à doença

atualizado

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Brinquedo do cérebro humano cortado ao meio. Metrópoles
1 de 1 Brinquedo do cérebro humano cortado ao meio. Metrópoles - Foto: Robina Weermeijer/Unplash

Uma molécula experimental pode ajudar o cérebro a recuperar parte de sua capacidade de defesa contra a doença de Alzheimer. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Neurociências da Espanha e da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, que identificaram um composto capaz de restaurar funções importantes da microglia, um tipo de célula responsável pela defesa do sistema nervoso.

Os resultados foram publicados em 27 de abril na revista Cell Death and Disease. Nos experimentos, a molécula, chamada OLE, reduziu a toxicidade de placas associadas ao Alzheimer e melhorou o desempenho em testes de memória realizados com camundongos.

Segundo os cientistas, o composto atua sobre a microglia, que desempenha um papel importante na remoção de resíduos e proteínas nocivas acumuladas no cérebro. Com o avanço do Alzheimer, no entanto, essas células perdem parte de sua capacidade de proteção.

“Uma das descobertas mais significativas é que identificamos uma molécula capaz de restaurar a função protetora da microglia. Nossos resultados sugerem que esse processo pode ser revertido, apontando para novas possibilidades de pesquisa e tratamento da doença”, diz o pesquisador José Vicente Sánchez Mut, um dos autores do estudo, em comunicado.

Como a molécula atua

O Alzheimer está associado ao acúmulo de placas formadas pela proteína beta-amiloide, consideradas uma das principais características da doença. Esses depósitos podem prejudicar a comunicação entre os neurônios e contribuir para a degeneração cerebral.

Os pesquisadores observaram que a OLE estimula a microglia a se deslocar até essas placas e formar uma espécie de barreira ao redor delas. Com isso, as estruturas se tornam menores e menos tóxicas para os neurônios.

A equipe explica que esse mecanismo ajuda a limitar o contato entre as placas e as células nervosas, reduzindo parte dos danos causados pela doença.

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

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Testes mostraram melhora da memória

Para avaliar os efeitos da molécula, os cientistas utilizaram diferentes modelos experimentais. Inicialmente, testaram o composto em vermes geneticamente modificados para produzir beta-amiloide. O tratamento reduziu o acúmulo de proteínas anormais e melhorou a mobilidade dos animais.

Em seguida, a equipe administrou a molécula durante três meses em camundongos com características semelhantes às observadas no Alzheimer humano. Após o tratamento, os animais apresentaram melhor desempenho em testes de memória e menos placas beta-amiloides no cérebro.

Uma análise detalhada também mostrou que a microglia foi o tipo de célula que mais respondeu ao tratamento.

“A análise de células individuais nos permitiu determinar que a microglia foi a que respondeu mais fortemente ao tratamento. Observamos que o composto ajudou essas células a se moverem em direção às placas de beta-amiloide e a conter melhor os danos associados à doença”, afirma a pesquisadora Victoria Pozzi, primeira autora do estudo.

Mais estudos serão necessários

Os pesquisadores também realizaram experimentos em laboratório com culturas de células. Nesses testes, a microglia tratada com OLE mostrou maior capacidade de migrar até os depósitos de beta-amiloide e auxiliar em sua eliminação.

Além disso, neurônios expostos a condições semelhantes às observadas no Alzheimer apresentaram maior sobrevivência após o tratamento com a molécula.

Apesar dos resultados, os autores ressaltam que os testes foram realizados apenas em modelos experimentais. Novos estudos serão necessários para determinar se os mesmos benefícios podem ser observados em seres humanos.

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