Canetas emagrecedoras podem reduzir proteínas ligadas ao Alzheimer

Revisão científica reúne evidências de que medicamentos usados para emagrecer podem atuar em mecanismos da doença

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Canetas emagrecedoras. Metrópoles
1 de 1 Canetas emagrecedoras. Metrópoles - Foto: Getty Images

Medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras, usados no tratamento da obesidade e da diabetes tipo 2, também podem atuar em processos biológicos ligados à doença de Alzheimer. Uma revisão de estudos científicos encontrou evidências de que esses fármacos reduzem proteínas associadas ao desenvolvimento da doença.

A análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, e publicada na revista científica Molecular and Cellular Neuroscience em 20 de abril. O trabalho reuniu resultados de 30 estudos pré-clínicos que investigaram os efeitos de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo que inclui substâncias como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e exenatida.

Os medicamentos são conhecidos por ajudar no controle do apetite e da glicose no sangue, mas estudos recentes indicam que também podem influenciar processos no cérebro relacionados à demência.

Redução de proteínas associadas à doença

Nos experimentos analisados na revisão, os cientistas observaram que os medicamentos foram capazes de reduzir o acúmulo de duas proteínas consideradas características do Alzheimer.

A proteína beta-amiloide forma placas no cérebro que prejudicam a comunicação entre os neurônios. Já a proteína tau pode se acumular dentro das células nervosas e formar emaranhados que interferem no funcionamento do cérebro.

Dos 30 estudos avaliados, 22 registraram redução nos níveis de beta-amiloide. Outros 19 observaram diminuição na proteína tau na forma associada à doença.

Entre os medicamentos analisados, a liraglutida foi o composto mais investigado e apresentou resultados consistentes na redução das duas proteínas. A semaglutida e a dulaglutida também mostraram efeitos positivos, embora em um número menor de estudos.

Segundo o fisiologista Simon Cork, da Universidade Anglia Ruskin e principal autor da revisão, os resultados ajudam a entender como esses medicamentos podem interferir em diferentes processos biológicos relacionados ao Alzheimer.

“Nosso estudo mostra várias vias pelas quais os medicamentos que atuam no receptor GLP-1 podem influenciar mecanismos ligados à doença, incluindo a redução da inflamação no cérebro e mudanças na produção dessas proteínas”, afirma o pesquisador, em comunicado.
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

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Possível papel na prevenção

Os autores destacam que a maioria das evidências disponíveis vem de estudos realizados com células e animais. Ensaios clínicos em humanos ainda são limitados e os resultados iniciais ainda não são conclusivos.

Em um estudo de 26 semanas com liraglutida, por exemplo, não houve redução das placas de amiloide nem melhora cognitiva. Ainda assim, os pesquisadores observaram preservação do metabolismo da glicose no cérebro, um indicador associado ao funcionamento dos neurônios.

Outro ensaio clínico de 18 meses com exenatida não mostrou mudanças claras nas proteínas relacionadas ao Alzheimer no líquido que envolve o cérebro, mas indicou redução de um marcador precoce associado à beta-amiloide.

Para Cork, os dados disponíveis sugerem que esses medicamentos podem ter maior efeito quando utilizados antes do surgimento de sintomas cognitivos.

“Embora ainda faltem estudos clínicos de maior escala, as evidências atuais indicam que esses fármacos podem ter um papel preventivo ao atuar nos mecanismos biológicos que contribuem para o Alzheimer”, diz.

Os pesquisadores ressaltam que novos ensaios clínicos serão necessários para verificar se os efeitos observados em laboratório realmente se traduzem em benefícios para pacientes.

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