Infectologistas ensinam qual é o melhor jeito de se proteger da gripe

Medidas de prevenção ajudam, mas os especialistas reforçam que a vacina é essencial contra a gripe e suas complicações

atualizado

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Ilustração vírus da gripe. gripe k. Metrópoles
1 de 1 Ilustração vírus da gripe. gripe k. Metrópoles - Foto: hiloi/Getty Images

No clima frio do outono e inverno brasileiros, os quadros de gripe costumam se tornar mais comuns. Porém, a prevenção vai muito além de cuidados básicos do dia a dia. Especialistas são diretos: nenhuma estratégia isolada é tão eficaz quanto a vacinação.

Embora hábitos como higiene e uso de máscara ajudem a reduzir a transmissão, a imunização continua sendo a principal forma de evitar casos graves, hospitalizações e mortes causadas pelo vírus influenza.

A infectologista Naira Bicudo, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília, reforça que a vacinação ainda é a estratégia mais eficaz especialmente para grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

O infectologista André Bon, do Hospital Brasília, também destaca que nenhuma outra medida tem impacto semelhante. Segundo ele, a vacina não só reduz o risco de infecção, como é a principal responsável por evitar complicações graves e óbitos relacionados à influenza. Ambos ressaltam que todas as outras estratégias devem ser vistas como complementares, nunca substitutas.

Higiene e etiqueta respiratória reduzem a transmissão

Entre as medidas auxiliares de prevenção da gripe, a higienização das mãos é uma das mais importantes. De acordo com os infectologistas, lavar as mãos antes de tocar o rosto, nariz e boca ajuda a evitar a contaminação, já que o vírus pode permanecer em superfícies e ser levado ao organismo pelas mãos, facilitando a infecção. Ainda assim, eles alertam que essa prática, isoladamente, não é suficiente.

Outras medidas importantes incluem cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas sintomáticas.

Ambientes fechados aumentam o risco

Locais com pouca ventilação favorecem a circulação do vírus. A infectologista ressalta que ambientes fechados facilitam a permanência do vírus no ar por mais tempo, aumentando o risco de transmissão.

Bon complementa que aglomerações e espaços sem circulação de ar intensificam o contato com gotículas respiratórias. Por isso, manter janelas abertas e ambientes ventilados é uma estratégia importante.

Máscara, isolamento e hábitos saudáveis também ajudam

O uso de máscara ainda é indicado em situações específicas, como quando há pessoas com sintomas gripais ou em ambientes de maior risco.  A orientação é que indivíduos doentes devam utilizar máscara para evitar a transmissão.

Os infectologistas destacam ainda a importância do isolamento de pessoas com sintomas respiratórios, a fim de reduzir a circulação do vírus.

Além disso, manter hábitos saudáveis, como boa alimentação, sono adequado e prática de exercícios, contribui para uma melhor resposta do organismo. No entanto, essas medidas não previnem diretamente a infecção.

Eles também são categóricos ao afirmar que práticas como o uso de vitamina C e antibióticos, por exemplo, não têm eficácia comprovada na prevenção de quadros gripais, ao contrário de um conjunto de cuidados básicos.

Mas há consenso entre especialistas: a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz e indispensável. Medidas complementares ajudam a reduzir as transmissões, mas não têm o mesmo impacto na prevenção.

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