Vacina da gripe pode reduzir em até 20% riscos após AVC, diz estudo

Dose dupla aplicada ainda no hospital pode reduzir em até 20% mortes e internações por complicações cardíacas ou respiratórias

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Foto colorida de seringa - Anvisa amplia vacina contra HPV para prevenir outros tipos de câncer - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de seringa - Anvisa amplia vacina contra HPV para prevenir outros tipos de câncer - Metrópoles - Foto: Catherine Falls Commercial/Getty Images

Tomar a vacina contra a gripe ainda durante a internação hospitalar pode ajudar a reduzir complicações em pessoas que já tiveram acidente vascular cerebral (AVC).

Um estudo conduzido pelo Einstein Hospital Israelita indica que a estratégia pode diminuir em até 20% o risco de morte ou de novas internações por problemas cardiovasculares ou respiratórios nesse grupo de pacientes.

A pesquisa, publicada na National Library of Medicine em setembro de 2025, analisou dados de 1.801 pessoas internadas por síndrome coronariana aguda em 30 centros de pesquisa distribuídos pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Entre os participantes, 67 tinham histórico de AVC.

Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um recebeu duas aplicações da vacina contra influenza ainda durante a hospitalização. O outro recebeu a dose padrão cerca de 30 dias após a alta. Todos foram acompanhados por um período de 12 meses.

Entre os participantes que já haviam tido AVC, aqueles que receberam a dose dupla apresentaram menos eventos cardiovasculares e respiratórios ao longo do acompanhamento. Segundo os pesquisadores, esse resultado sugere um benefício potencial para pessoas com maior risco de complicações.

“Com a vacinação contra a influenza em dose dobrada, os indivíduos envolvidos na pesquisa apresentaram 20% menos eventos cardiovasculares”, afirma Henrique Fonseca, líder do Núcleo de Estudos Clínicos em Imunologia e Vacinas da Academic Research Organization do Einstein e autor sênior do estudo, em comunicado.
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O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico
Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar
O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro
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O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro

Agência Brasil
O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico
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O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico

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Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
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Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala

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O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
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O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas

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Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
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Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC
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Pressão alta, colesterol e diabetes: deve-se controlar adequadamente essas doenças, além de adotar hábitos de vida saudáveis para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo, uma vez que podem desencadear o AVC

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Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes
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Defeitos no coração ou vasos sanguíneos: essas alterações podem ser detectadas em consultas de rotina e, caso sejam identificadas, devem ser acompanhadas. Em algumas pessoas, pode ser necessário o uso de medicamentos, como anticoagulantes

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Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC
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Drogas ilícitas: o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuindo as chances de AVC

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Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados
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Aumento da coagulação do sangue: doenças como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias; doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites; ou espasmos cerebrais, que impedem o fluxo de sangue, devem ser investigados

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Por que a gripe pode afetar o coração e o cérebro?

De acordo com os cientistas, infecções por influenza provocam processos inflamatórios no organismo que podem favorecer a formação de coágulos no sangue. Esse mecanismo aumenta o risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas que já tiveram problemas cardíacos ou um AVC.

Por isso, a vacinação contra a gripe pode funcionar também como uma forma indireta de proteção cardiovascular em pacientes considerados de alto risco.

O estudo faz parte de um grande ensaio clínico realizado entre 2019 e 2022 dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa que reúne hospitais de referência e o Ministério da Saúde para desenvolver pesquisas e estratégias de cuidado no SUS.

Estratégia pode ampliar proteção

Os pesquisadores também destacam que aplicar a vacina ainda durante a internação hospitalar pode ajudar a aumentar a cobertura vacinal em grupos vulneráveis.

“Os resultados demonstram que a vacinação ainda durante a internação é uma estratégia segura e factível, com potencial de ampliar a proteção de pacientes de alto risco”, afirma Luiz Vicente Rizzo, diretor executivo de pesquisa do Einstein e um dos autores do estudo.

Segundo os autores, os resultados ainda precisam ser confirmados em estudos maiores focados especificamente em pessoas que tiveram AVC. Mesmo assim, os dados reforçam a importância da vacinação contra a gripe como parte do cuidado com pacientes que apresentam histórico de doenças cardiovasculares.

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