Ferro, zinco e vitaminas ajudam no desenvolvimento cerebral das crianças
Nutricionistas explicam como uma alimentação variada contribui para a memória, a concentração e o aprendizado na infância

A alimentação durante a infância fornece nutrientes necessários para o desenvolvimento do cérebro, a formação das conexões entre os neurônios e a aquisição de habilidades como memória, linguagem e aprendizado. Ferro, zinco, iodo, colina e vitaminas do complexo B estão entre os nutrientes que participam desses processos.
Nos primeiros anos de vida, o cérebro passa por mudanças rápidas. Por isso, a alimentação precisa fornecer energia e nutrientes em quantidades adequadas para cada fase do desenvolvimento. A nutricionista científica, Larissa Martins, da WebDiet, explica que dois processos são importantes nesse período: a formação das conexões entre os neurônios e a mielinização, que consiste na formação de uma camada protetora ao redor das fibras nervosas.
Essa camada, chamada bainha de mielina, ajuda a transmitir os impulsos nervosos com mais velocidade. A formação adequada depende de diferentes nutrientes, entre eles ferro, vitamina B12, folato e iodo.
Papel dos nutrientes no cérebro
O ferro participa de processos importantes para o funcionamento cerebral. Segundo Larissa, a deficiência desse mineral nos primeiros anos de vida pode prejudicar habilidades como memória e concentração.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaA vitamina B12 e o folato também participam da formação da mielina e do desenvolvimento do sistema nervoso. Já o iodo é necessário para produzir os hormônios da tireoide, que atuam no crescimento e no desenvolvimento do organismo.

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Ver todasOutros nutrientes contribuem para a comunicação entre os neurônios. O zinco participa de processos relacionados à memória e à plasticidade cerebral, enquanto a colina é importante para a comunicação entre as células nervosas. A vitamina D também participa de funções relacionadas à saúde do organismo.
Larissa ressalta que esses nutrientes atuam em conjunto. Por isso, a alimentação infantil deve ser variada, em vez de concentrar a atenção em um único alimento ou suplemento.
Como incluir nutrientes na alimentação
Uma forma de oferecer diferentes nutrientes às crianças é combinar alimentos de vários grupos ao longo do dia. Carnes, ovos e leguminosas, como feijão e lentilha, contribuem para a ingestão de proteínas e minerais. Leite e derivados fornecem nutrientes importantes para o crescimento, enquanto frutas, verduras e legumes ajudam a diversificar a oferta de vitaminas, minerais e fibras.
A nutricionista infantil Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, em Brasília, também destaca a importância de variar as opções oferecidas às crianças e considerar a aceitação dos alimentos.
“Frutas frescas ou em pedaços, sanduíches com pão integral, recheios simples, bolos caseiros com menos açúcar, iogurtes naturais ou bebidas lácteas sem adição de açúcar são boas escolhas”, afirma.
No lanche, combinar fontes de energia com alimentos que fornecem proteínas e fibras pode ajudar a manter a saciedade. Pães, tapioca e bolos caseiros podem ser acompanhados de ovos, queijo ou iogurte, por exemplo. Frutas também são opções práticas para incluir vitaminas, minerais e fibras na rotina. A água completa os cuidados com a alimentação.

A importância da variedade
Além de fornecer nutrientes, variar os alimentos ajuda a criança a conhecer sabores e texturas diferentes. Repetir sempre as mesmas opções pode limitar essa experiência, enquanto a oferta de alternativas ao longo da semana favorece o contato com novos alimentos.
As necessidades nutricionais mudam conforme a idade e o desenvolvimento da criança. Por isso, sinais de deficiência ou dúvidas sobre a alimentação devem ser avaliados por profissionais de saúde, que podem orientar a família de acordo com cada caso.
