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Saúde

Uso de vitamina D pode melhorar cognição em fase inicial da demência

Estudo mostrou que adultos com queixas de memória apresentaram melhora em testes cognitivos após o uso diário de suplemento

25/08/2026 11:19, atualizado 25/08/2026 11:20
Leohoho/Unsplash
Comprimidos de vitamina D em fundo verde claro. Metrópoles

Tomar vitamina D todos os dias pode estar ligado a um melhor desempenho cognitivo em pessoas com sinais iniciais de demência. É o que sugere um estudo publicado em 13 de junho na revista Sleep Medicine.

A pesquisa analisou adultos com comprometimento cognitivo leve, condição que pode anteceder quadros como Alzheimer, e que também apresentavam distúrbios do sono. Os resultados mostram que quem fazia uso diário do suplemento teve pontuações mais altas em testes de memória e raciocínio.

Apesar disso, os próprios autores destacam que o estudo não prova que a vitamina D melhora a cognição. A relação encontrada é apenas uma associação.


O que é demência?

  • Demência é um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes.
  • Atualmente, o SUS oferece diagnóstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demência, incluindo Alzheimer, em centros de referência e unidades básicas de saúde.
  • Um diagnóstico precoce permite ações terapêuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida.
  • Dados do Ministério da Saúde mostram que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados.

Como o estudo foi feito

Os pesquisadores acompanharam 54 pessoas com 50 anos ou mais, todas com diagnóstico ou suspeita de comprometimento cognitivo leve. Os participantes passaram por testes para avaliar memória, atenção e outras funções mentais, além de exames sobre qualidade do sono.

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Também foi registrada a quantidade de vitamina D consumida por cada um. A partir disso, os cientistas compararam os níveis de ingestão com os resultados cognitivos.

Os dados mostraram que participantes que tomavam mais de 5.000 UI por dia tiveram, em média, um desempenho cerca de 13% melhor no teste cognitivo em relação aos que não usavam o suplemento. Doses menores também apareceram ligadas a resultados um pouco mais altos, mas sem diferença consistente.

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O que os resultados indicam

Segundo os autores, os achados ajudam a reforçar a ideia de que a vitamina D pode ter relação com a saúde do cérebro, principalmente nas fases iniciais de perda cognitiva.

“Isso pode representar uma janela importante para intervenção, quando as mudanças cognitivas estão começando e ainda há espaço para cuidar da saúde cerebral”, afirma a pesquisadora Victoria Pak, da Universidade Emory, em comunicado.

Ainda assim, o grupo ressalta que se trata de um estudo pequeno e que outros trabalhos, com mais participantes, são necessários para confirmar os resultados.

Cuidados com a suplementação

Outro ponto de atenção é a dose. A quantidade associada aos melhores resultados ficou acima do limite diário considerado seguro, que é de 4.000 UI.

Por isso, os pesquisadores não fazem recomendação de uso com base nesses dados. A orientação é que qualquer suplementação seja feita com acompanhamento de um profissional de saúde.

Mesmo com essas limitações, o estudo chama atenção por investigar um fator simples e acessível que pode estar ligado à cognição em fases iniciais do declínio mental.