Estudo mostra que face shield e máscara com válvula não são eficazes

Segundo a pesquisa, partículas com o coronavírus seriam dispersadas em menos de 10 segundos após tosse ou espirro usando os itens

atualizado 01/09/2020 17:03

Projeto da UnB face shieldHugo Barreto/Metrópoles

De acordo com uma pesquisa publicada nesta terça (1º/9) na revista Physics of Fluids, do Instituto Americano de Física, protetores faciais (face shields) e máscaras com válvula não são eficientes para evitar a disseminação do coronavírus.

No estudo, os cientistas simularam tosse e espirros (sintomas comuns entre pessoas com Covid-19) usando diferentes itens de proteção. Foi utilizada uma bomba com jatos de água destilada e glicerina para acompanhar a dispersão das gotículas.

Usando o protetor facial transparente, a pesquisa mostra que o primeiro jato é bloqueado, mas as gotículas acabam escapando pela parte inferior do equipamento. Em 10 segundos, as gotículas alcançaram 1 metro de distância da pessoa contaminada.

No caso da máscara com válvula, o escape acontece pelo mecanismo e, em menos de dois segundos, as gotículas se projetaram para a frente.

Nos outros itens, como máscaras de pano, ou N95 sem válvula, a quantidade de gotículas que escapa é muito menor, e a maioria acaba saindo pela área de contato com nariz.

Segundo os pesquisadores, a dispersão é muito pequena nesses casos, mas é importante prestar atenção ao material da máscara: aquelas feitas com tecidos mais finos deixaram passar mais gotículas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugere que as máscaras caseiras sejam feitas com três camadas para diminuir o risco de contaminação. Porém, a entidade alerta que não é suficiente usar o item sozinho – é imprescindível manter o distanciamento de pelo menos um metro de outras pessoas.

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