Equipe do HUB comemora resultados da Coronavac: “Satisfação e orgulho”

Com profissionais de saúde como voluntários, Hospital Universitário de Brasília (HUB) conduz fase 3 de testes clínicos da vacina no DF

atualizado 13/01/2021 14:49

Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

A informação de que a vacina desenvolvida pelo laboratório Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan reduz em 50,38% o risco de infecções pela Covid-19 foi recebida com entusiasmo pela equipe do Hospital Universitário de Brasília (HUB/UnB), responsável pelos estudos referentes ao imunizante no DF. O HUB é um dos 16 centros de pesquisa do país que participam da fase 3 de testes clínicos da vacina no Brasil.

O coordenador do estudo, Gustavo Romero, disse ter sido “uma grande satisfação” ter colaborado com uma pesquisa tão importante para o mundo. O fato de a vacina ter alcançado os resultados pretendidos também foi celebrado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estipularam 50% como a eficácia mínima para liberar imunizantes contra o novo coronavírus.

As primeiras doses da Coronavac começaram a ser aplicadas no HUB em 5 de agosto. Cinco meses depois, 946 voluntários já foram vacinados e o hospital continua a administrar a fórmula em voluntários com 60 anos ou mais, dando prosseguimento à pesquisa.

A participação de profissionais do HUB é vista pelo chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e Inovação Tecnológica do HUB, Fernando Araújo, como um marco na história da instituição, dentro do cenário da pesquisa clínica internacional. Ela também foi importante para a formação de pessoas e o fortalecimento das atividades de pesquisa clínica, segundo Gustavo Romero.

Uma equipe com 74 profissionais foi formada e treinada para atuar exclusivamente nos testes clínicos de fase 3 da Coronavac. Médicos, farmacêuticos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de laboratório, assistentes e auxiliares de pesquisa participam do grupo que conduz o estudo no DF.

A gerente de Ensino e Pesquisa do HUB, Dayde Mendonça, garante que os ensinamentos e aprendizados da experiência serão replicados em outras pesquisas. “Alcançamos o objetivo e isso nos encoraja para assumir outros desafios dessa natureza”, ressaltou.

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