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Saúde

Opas alerta que El Niño pode elevar casos de dengue e outras doenças

Nova análise da Opas alerta que o El niño pode elevar o risco de doenças infecciosas como a dengue e agravar problemas respiratórios

13/07/2026 09:58, atualizado 13/07/2026 10:22
Igo Estrela/Metrópoles
Dia quente - Metrópoles

O fenômeno El Niño pode aumentar o risco de surtos de dengue e outras doenças transmitidas por mosquitos, agravar problemas respiratórios e provocar impactos na saúde mental da população.

O alerta da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), publicado no último dia 7 de julho, traz uma análise sobre os possíveis efeitos do fenômeno climático na saúde pública durante o ciclo 2026-2027.

Segundo a entidade, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico altera o regime de chuvas e favorece a ocorrência de eventos extremos, como enchentes, secas, ondas de calor e incêndios florestais.

Todas essas mudanças podem criar condições favoráveis para a propagação de doenças e aumentar a pressão sobre os sistemas de saúde das Américas.

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Como o El Niño pode afetar a saúde

  • Aumentar o risco de dengue, zika, chikungunya e malária;
  • Favorecer doenças transmitidas pela água contaminada, como a cólera;
  • Agravar doenças respiratórias devido à fumaça de queimadas e à piora da qualidade do ar;
  • Elevar os casos de estresse térmico durante ondas de calor;
  • Intensificar impactos na saúde mental após desastres climáticos;
  • Prejudicar o funcionamento dos serviços de saúde em áreas afetadas por enchentes, secas e outros eventos extremos.

Saúde mental também preocupa

A análise chama a atenção para outro efeito menos visível dos eventos climáticos extremos: o impacto sobre a saúde mental. Perdas materiais, deslocamentos de famílias, insegurança alimentar e interrupção dos serviços básicos podem aumentar o sofrimento psicológico das populações atingidas.

De acordo com a Opas, situações provocadas por enchentes, secas e outros desastres costumam elevar a necessidade de atendimento psicossocial e de suporte em saúde mental, especialmente entre pessoas que enfrentam maior vulnerabilidade social.

Além de apontar os riscos, a organização recomenda que os países fortaleçam a vigilância epidemiológica, integrem informações climáticas às estratégias de saúde pública e adotem medidas preventivas antes da intensificação dos impactos do fenômeno.

A Opas também orienta os governos a reforçar a preparação dos serviços de saúde, garantir o acesso à água potável e ao saneamento, proteger grupos mais vulneráveis e ampliar ações de comunicação para orientar a população durante eventos climáticos extremos.

A entidade ressalta que os efeitos do El Niño não ocorrem da mesma forma em todos os países. A intensidade dos impactos depende das condições climáticas locais, da vulnerabilidade das populações e da capacidade de resposta dos sistemas de saúde.