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Ciência

Satélite da Nasa mostra que El Niño de 2026 já está em curso

Especialistas avaliam que há chances do El Niño de 2026 ter condições semelhantes com as de 1997, ano em que o fenômeno bateu recorde

22/06/2026 12:29
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Unsplash
Imagem colorida mostra sol forte - Metrópoles

O El Niño começou a dar os primeiros sinais no Oceano no início de junho. A confirmação vem de uma observação realizada pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, dispositivo instalado por uma parceria entre a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e outras instituições internacionais. Especialistas apontam que o fenômeno climático de 2026 pode ser um dos mais fortes já registrados.

Em observação realizada em 8 de junho, foram detectadas elevações na altura da superfície do mar no Oceano Pacífico central e oriental, um sinal clássico de quando as águas oceânicas se aquecem. Três dias depois, em 11 de junho, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) afirmou que o El Niño já está ativo. 

Através da análise dos dados obtidos em junho, os cientistas encontraram condições parecidas com as de 1997, ano em que houve um El Niño recorde. Por outro lado, circunstâncias semelhantes não foram observadas no Pacifico Oriental. Somente a atividade oceânica das próximas semanas mostrará se a intensidade do fenômeno atual será a mesma de 29 anos atrás.

O que o El Niño pode causar

O El Niño ocorre a cada dois ou sete anos e eleva a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial, que é composto pelas partes Ocidental, Central e Oriental. Como consequência, ele pode enfraquecer ou inverter a orientação dos ventos alísios, circulações atmosféricas globais cruciais, e atrapalhar os padrões climáticos globais e de precipitação.

O fenômeno pode trazer chuvas torrenciais em algumas áreas, enquanto outras ficam mais propensas a secas severas. Em ambos os cenários, a agricultura global é prejudicada, o que pode aumentar a insegurança alimentar em todo o mundo.