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Saúde

Estudo confirma eficácia de canetas emagrecedoras para crianças obesas

Revisão de nove pesquisas mostra perda de peso em crianças que usaram as canetas com poucos efeitos colaterais considerados graves

21/07/2026 13:22
Getty Images
Canetas emagrecedoras. Metrópoles

Uma revisão de nove estudos apresentada no Congresso Internacional sobre Obesidade, que aconteceu na Cidade do México entre 15 e 17 de julho, confirma que as chamadas canetas emagrecedoras são seguras e eficazes para perda de peso em crianças.

Os pesquisadores da University of Western Ontario in London, no Canadá, consideraram estudos feitos até maio de 2025 nos Estados Unidos, Alemanha, Suécia e Áustria, que somaram 756 voluntários. Participaram das pesquisas crianças de 6 a 18 anos, mas a idade média registrada foi entre 14 e 15 anos. Hoje, as canetas são liberadas para crianças a partir dos 12 anos.

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Foram analisadas fórmulas com liraglutida (Saxenda), semaglutida (Ozempic e Wegovy), e exenatida. Em média, a perda de peso passou dos cinco quilos, mas os resultados foram melhores com a semaglutida.

Os pesquisadores também perceberam uma queda de 2,24 mmHg na pressão arterial das crianças participantes, além de uma diminuição de 2,83 batimentos por minuto na frequência cardíaca.

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“Este estudo mostrou que o uso de agonistas de GLP-1 em crianças obesas com 12 anos ou mais, mas sem diabetes, foi significativamente eficaz na redução do IMC, peso, frequência cardíaca e pressão arterial sistólica, além de melhorar a qualidade de vida, mantendo um perfil de segurança administrável”, conclui a pesquisadora Manpreet Kaur Oberoi, autora do estudo, em comunicado à imprensa.

Efeitos colaterais das canetas foram controlados

O estudo destaca que as crianças participantes apresentaram poucos efeitos adversos. O mais comum deles foi a náusea — quadros com vômitos e diarreia não tiveram aumento relevante em comparação com os voluntários que tomaram placebo.

Eventos graves, como pancreatite, cálculos biliares e apendicite foram considerados raros.

Os pesquisadores apontam que, apesar dos bons resultados, os estudos ainda são pequenos e é preciso aguardar dados provenientes de levantamentos com mais participantes e de longo prazo.