Criança de 8 anos tem overdose após usar caneta emagrecedora da mãe

Caso de overdose com canetas emagrecedoras acende alerta sobre os riscos do acesso de crianças a remédios destinados a adultos

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Foto de Jessa Milender, criança que sofreu overdose - Criança de 8 anos tem overdose após tomar remédio para emagrecer - Metrópoles
1 de 1 Foto de Jessa Milender, criança que sofreu overdose - Criança de 8 anos tem overdose após tomar remédio para emagrecer - Metrópoles - Foto: Reprodução/Facebook

Uma menina de 8 anos do estado de Indiana, nos Estados Unidos, foi levada ao hospital com overdose após usar uma caneta emagrecedora da mãe. O episódio ocorreu dentro de casa, em dezembro de 2024, mas só foi divulgado agora pela família para alertar outros pais sobre os riscos do acesso de crianças a remédios que são indicados só para adultos.

A criança, Jessa Milender, foi encontrada desacordada pela mãe e precisou de atendimento médico de urgência. Segundo a família, ela não sabia o que estava usando e achava que o remédio pudesse ajudar a aliviar a dor no estômago que ela sentia.

Reação forte depois do uso do remédio para emagrecer

Pouco tempo depois de usar o medicamento, a menina começou a passar muito mal, sentindo enjoos fortes, vômitos de uma em uma hora, dor abdominal intensa e períodos de diarreia e constipação.

Jessa foi levada ao hospital desidratada, com olhos fundos e pele acinzentada, o que fez com que ela tivesse que se submeter à hidratação intravenosa. A quantidade usada pela menina foi considerada altíssima para o corpo de uma criança. 

De acordo com a mãe, Melissa Milender, a filha usou grande parte do conteúdo da caneta de GLP-1. Durante o tratamento, as canetas são fracionadas em doses semanais para adultos, o que indica que a menina acabou aplicando, de uma vez só, uma quantidade muito superior à indicada para uma pessoa adulta.

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Melissa, mãe de Jessa, decidiu compartilhar o caso para alertar outros pais
“Minha mãe toma e eu achei que ajudava com as dores de estômago dela”, disse Jessa à imprensa local dos EUA
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“Minha mãe toma e eu achei que ajudava com as dores de estômago dela”, disse Jessa à imprensa local dos EUA

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Melissa, mãe de Jessa, decidiu compartilhar o caso para alertar outros pais
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Melissa, mãe de Jessa, decidiu compartilhar o caso para alertar outros pais

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Depois da alta, Jessa piorou

Após receber atendimento médico, Jessa apresentou melhora e foi liberada do hospital. Porém, quando chegou em casa, ela voltou a sentir os mesmos sintomas, agora com mais intensidade, com muita fraqueza, novos episódios de vômito e dificuldade para se alimentar. Sem conseguir ir ao banheiro, os médicos pensarem se tratar também de um possível comprometimento dos rins.

Durante o período de agravamento, Jessa ficou seis dias sem comer porque vomitava até a água que bebia e acabou perdendo peso muito rápido. A situação exigiu novo acompanhamento médico até que o quadro se estabilizasse. Atualmente, a criança se encontra bem e sem sequelas aparentes do caso.

Atendimento sem protocolo para esse tipo de overdose

De acordo com o relato da família, os profissionais de saúde precisaram recorrer a centros especializados em intoxicação para conseguir continuar o atendimento, já que não existe um protocolo definido para casos de overdose por medicamentos para emagrecimento em crianças. 

Como os remédios da classe dos GLP-1 foram desenvolvidos para adultos e não fazem parte da rotina pediátrica, a equipe teve que lidar com um cenário quase nunca visto antes no pronto-socorro.

Esse episódio serve como um alerta para os médicos e as famílias, já que com a popularização das canetas emagrecedoras, é cada vez mais comum ter remédios desse tipo em casa. Eles não são inofensivos e podem causar reações sérias se forem usados fora de indicação e em doses maiores do que as recomendadas pelas autoridades.

Armazenamento seguro de medicamentos

Depois do episódio, a família mudou a rotina em casa e passou a guardar todos os remédios em local trancado. A decisão da mãe de tornar o caso público foi t0mada pelo desejo de alertar outros pais sobre os riscos do acesso de crianças a medicamentos de uso adulto.

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