Covid: EUA vai aumentar intervalo entre vacinas para homens jovens
Para reduzir risco de miocardite, intervalo entre a 1ª e a 2ª dose das vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna passa a ser de 8 semanas

Especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos afirmaram, nessa terça-feira (23/2), que aumentar o intervalo entre a aplicação das duas primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech e Moderna para oito semanas pode reduzir o risco de miocardite entre jovens adultos.
Os imunizantes das farmacêuticas usam a tecnologia de mRNA -na qual se verifica um risco aumentado, apesar de muito raro para inflamação cardíaca entre homens de 12 a 39 anos. Estender o intervalo entre as duas doses pode, portanto, reduzir este risco.
De acordo com a CDC, o intervalo para a aplicação das vacinas para os outros grupos populacionais deve ser mantido, respeitando as três semanas estipuladas nos EUA.
Risco e benefício
Especialistas em saúde lembram que o risco do efeito colateral após a vacina é raríssimo e ocorre com menos frequência do que possíveis danos ao coração causados pela infecção do coronavírus.
Um estudo publicado no início de 2021, no Journal of Thoracic Imaging, mostrou que cerca de 40% dos pacientes com Covid-19 ou já recuperados da doença têm miocardite, uma inflamação que pode surgir como uma complicação durante diferentes tipos de infecção no organismo, causando sintomas como dor no peito, falta de ar ou tonturas.

















