Coronavac: dados mostram segurança da vacina contra Covid-19 testada no DF

De acordo com a farmacêutica, 94,7% dos 50 mil voluntários chineses que receberam imunização não sentiram efeitos colaterais

atualizado 23/09/2020 14:50

Doutor Gustavo Romero, coordenador do estudo da vacina contra Covid-19 no Distrito Federal, mostra embalagem e seringa utilizada para a imunização - vacina covidJacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

Na corrida por uma vacina para controlar a pandemia de Covid-19, a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech divulgou novos resultados do estudo clínico de fase 3 que indicam a segurança e o baixo risco de efeitos colaterais de sua candidata, a Coronavac.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23/9), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sinalizou que poderá começar a vacinação com a Coronavac ainda na segunda quinzena de dezembro mas, para isso, aguarda os resultados sobre a eficácia do imunizante.

De acordo com a Sinovac, a fórmula causou efeitos colaterais leves em 5,36% dos 50 mil voluntários da China que receberam a imunização. Dor no local da aplicação (3,08%), fadiga (1,53%) e febre leve (0,21%) foram os sintomas mais comuns observados. Também foram relatados perda de apetite e dor de cabeça.

Além da segurança, a aprovação de uma vacina depende da eficácia. A expectativa é que os resultados sobre a efetividade da imunização obtidos na fase 3 sejam divulgados ainda em novembro. Caso sejam positivos, o governo de São Paulo pretende formalizar um pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar uma campanha de vacinação em caráter emergencial.

No Brasil, a Coronavac começou a ser testada em julho. O estudo é coordenado pelo Instituto Butantan e envolve 9 mil voluntários, sendo 850 deles do Distrito Federal.

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