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Saúde

Como o Brasil está na corrida mundial pelas doses da vacina contra Covid-19

A contribuição em testes clínicos de vacinas promissoras garantiu ao país acordos que darão acesso prioritário a imunizações

12/08/2020 13:13, atualizado 12/08/2020 16:46
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Vacina do coronavírus testada em São Paulo

Com o avanço dos testes clínicos das vacinas contra a Covid-19, produzidas por diferentes laboratórios farmacêuticos, e a divulgação de resultados satisfatórios, as grandes potências mundiais se antecipam para garantir milhares de doses de imunizantes antes mesmo de os estudos estarem concluídos.

Japão, Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e os países da União Europeia firmaram acordos que dão acesso a mais de 1,5 bilhão de doses. O cenário epidemiológico aqui, com alto número de casos nos últimos meses, fez com que o Brasil fosse puxado para a lista graças aos acordos de cooperação com testes em fase 3.

Para que a última etapa dos testes clínicos seja realizada, os pesquisadores precisam aplicar a vacina em pessoas de locais onde há grande circulação do vírus, com volume de voluntários. Parcerias com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca e com o laboratório chinês Sinovac Biontech garantiram ao Brasil 220 milhões de doses até agora.

Outro fator que contribuiu para a inserção do Brasil nos estudos é o desenvolvimento tecnológico local, com instituições que oferecem capacidade de produzir e distribuir a vacina a partir da importação de tecnologia.

Estados Unidos

Nessa terça-feira (11/8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em coletiva de imprensa a compra de 100 milhões de doses da candidata a vacina do laboratório Moderna. Ele afirmou que o governo está investindo no desenvolvimento e na fabricação de seis das mais avançadas vacinas do mundo, sendo que três estão na última fase de testes. “Estamos perto de produzir 100 milhões de doses logo e mais 500 milhões pouco depois”, assegurou.

Negociações com diferentes laboratórios já garantiram ao Reino Unido o acesso a 250 milhões de doses de imunizantes contra o coronavírus. Com 66 milhões habitantes, a estratégia prevê o acesso rápido a um método que se mostre eficiente.

Atualmente, a população mundial conta com 7,8 bilhões de habitantes. A reserva de grandes quantidades de doses de vacinas para países ricos, aliada à limitada capacidade de produção dos laboratórios locais, pode comprometer a distribuição de vacinas para as nações mais pobres. (Com informações do Estadão)

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