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Com a chuva, aumentam casos de dengue e zika. Saiba como se proteger

Com o verão e o maior índice de chuvas, o mosquito transmissor se reproduz mais facilmente e casos de dengue e zika também acabam crescendo

atualizado

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João Paulo Burini/ Getty imagens
Dengue mosquito (Aedes aegypti, yellow fever mosquito)
1 de 1 Dengue mosquito (Aedes aegypti, yellow fever mosquito) - Foto: João Paulo Burini/ Getty imagens

Com a chegada do verão e o índice alto de chuvas que têm atingido o Brasil, situações com o acúmulo de água parada também se tornam mais comuns. A população sabe, mas não custa lembrar: este é o cenário perfeito para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue e a zika.

O infectologista Marcus Vinicius Mario Miranda, membro da plataforma Doctoralia, recomenda ficar atento aos sintomas das doenças, que podem variar de acordo com a faixa etária da pessoa infectada.

“Nos adultos é bem comum a ocorrência de febre alta (entre 39ºC e 40ºC) associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares e nas articulações, bem como atrás dos olhos, vermelhidão no corpo e coceira. Nas crianças, a febre alta pode vir acompanhada de apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia”, alerta o especialista.

A dengue e a chikungunya têm sintomas parecidos, o que muda são as dores no corpo: a segunda é caracterizada por incômodo e inchaço nas articulações. Já no caso da zika, aparecem manchas e coceira, além das dores musculares ou em articulações. A dengue tem ainda sinais de fraqueza e vômitos.

Tratamento

O infectologista comenta que não há um tratamento específico contra os vírus que causam a dengue e as outras doenças associadas ao Aedes aegypti. Entretanto, medidas como a ingestão de muito líquido são fundamentais para a recuperar o corpo e evitar a desidratação, segundo o especialista.

“Utilizamos também medicações sintomáticas contra a febre, dores e vômitos, devendo ser evitado o uso de medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios, que interferem no processo de coagulação do sangue”, explica o médico.

Prevenção

Segundo o infectologista, a melhor forma de prevenção é combater os criadouros de mosquitos, que aparecem em locais de acúmulo de água parada e ficam perto de áreas residenciais. Miranda também recomenda usar repelentes para afastar a presença do mosquito que transmite a dengue, a zika e chikungunya.

Dessa forma, a limpeza da casa ou qualquer lugar em que possa haver o acúmulo de água deve ser constante para evitar a reprodução do mosquito. Para a maior proteção de crianças, ele orienta a ingestão de líquidos e uma alimentação balanceada.

Doenças de verão

Miranda comenta ainda que durante essa época do ano outras doenças também são muito comuns. Algumas delas são a otite, conjuntivite, doenças dermatológicas, intoxicação alimentar, insolação e desidratação.

“Para cada uma delas teremos medidas próprias e mais eficazes, mas é sempre importante lembrarmos da higienização constante das mãos, dos alimentos, evitar aglomerações, não compartilhar elementos de uso pessoal, estar sempre com o corpo bem cuidado e não esquecer do uso de repelentes e de protetor solar durante as idas a áreas abertas, principalmente durante o dia”, afirma o infectologista.

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