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Chá anti-inflamatório de flor do Cerrado alivia azia e estufamento

Chá se popularizou por causar alívio de sintomas digestivos e por ser coadjuvante no tratamento contra a bactéria Helicobacter pylori

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Viktoriya Shorikova/ Getty Images
Foto colorida de chaleira e xícaras verdes - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de chaleira e xícaras verdes - Metrópoles. - Foto: Viktoriya Shorikova/ Getty Images

O chá de mangava-brava, planta típica do Cerrado brasileiro, tem ganhado espaço em pesquisas e também na fitoterapia. Utilizado historicamente como cicatrizante e no tratamento de problemas estomacais, o extrato da planta também pode auxiliar no tratamento contra a bactéria Helicobacter pylori, associada a gastrite, úlcera e até câncer gástrico.

Há muito tempo estudada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a mangava-brava (Lafoensia pacari) foi tema da tese de doutorado de Valfredo da Mota, em 2006. O ensaio clínico avaliou o uso do extrato da planta no tratamento da H. pylori e concluiu que, embora não houvesse erradicação da bactéria, os pacientes relataram melhora expressiva de sintomas como dor abdominal e azia.

Embora existam cápsulas padronizadas com o extrato da planta utilizadas em pesquisas, o chá é a forma mais comum de consumo popular. Segundo os especialistas, a planta também concentra compostos como taninos e flavonoides, que possuem ação antioxidante e anti-inflamatória.

Para o professor  de nutrição Leandro Rodrigues da Cunha, da Universidade Católica de Brasília, ainda restam lacunas na padronização do extrato, mas o potencial como fitoterápico é promissor.

“São necessários novos ensaios com doses e períodos maiores e, sobretudo, associação com antibióticos para avaliar o papel coadjuvante na erradicação da H. pylori”, esclarece.

Benefícios do chá de mangava-brava

  •  Alívio da azia e queimação;
  •  Redução da sensação de estufamento;
  •  Ação anti-inflamatória gástrica;
  •  Melhora de sintomas de náusea leve;
  •  Possível efeito cicatrizante da mucosa estomacal;
  •  Apoio à digestão em casos de dispepsia funcional;
  •  Potencial adjuvante no tratamento de H. pylori, quando associado à terapia convencional.

Foto colorida de flor branca com centro amarelo e folhas verdes - Metrópoles
Chá da flor de mangava-brava, encontrada no Cerrado, pode ajudar na saúde gástrica com potencial contra a bactéria H. pylori

O chá de mangava-brava desponta como uma alternativa fitoterápica interessante para quem sofre de desconfortos gástricos leves, especialmente como complemento a mudanças alimentares e ao tratamento médico convencional.

No entanto, os especialistas alertam que ele não substitui o protocolo com antibióticos e inibidores de bomba de prótons, que continuam sendo fundamentais para erradicar a H. pylori, por exemplo.

Como preparar o chá de mangava-brava

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa da casca de mangava-brava (seca e triturada)
  • 250 mL de água

Modo de preparo:

Ferva a água e desligue o fogo. Adicione a casca da mangava-brava. Tampe e deixe em infusão por 10 minutos. Coe o chá e consuma ainda morno, até duas vezes ao dia, por no máximo 14 dias.

O consumo não deve ser feito em jejum absoluto caso provoque náusea, e deve ser espaçado de medicamentos ou suplementos em pelo menos duas horas, para evitar redução na absorção de nutrientes ou fármacos.

Cuidados e contraindicações

Apesar dos benefícios, o chá não é indicado para todos. Pessoas gestantes, com alergia a plantas/taninos ou que tenham doenças graves do trato gastrointestinal — como hemorragias, perfurações ou pós-cirurgias recentes — devem evitar o consumo. Entre os possíveis efeitos adversos estão náusea, vômito, dor abdominal e reações cutâneas leves.

Para a nutricionista, Giovana Ferolla, do Hospital Municipal Universitário de Taubaté, ainda são necessários novos estudos com maior número de pacientes, diferentes métodos de extração da planta e maior tempo de acompanhamento dos efeitos nos pacientes.

“O maior desafio é padronizar o extrato da mangava-brava, garantindo qualidade, estabilidade e dosagem adequada antes que seu uso seja ampliado na prática clínica.” explica.

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