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Saúde

Estudo mostra que calêndulas são nova aposta de proteína vegetal

Flor de calêndula tem quantidade de proteína igual à da quinoa, além de possuir um tipo proteico que não muda em altas temperatura

29/06/2026 16:55, atualizado 29/06/2026 17:00
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Imagem colorida de uma calêndula _ Metrópooels

Populares e frequentemente usadas em diversas casas por conta de sua beleza ornamental, as flores de calêndula podem ser a próxima grande aposta de fonte de proteína vegetal, conforme mostra um estudo da Universidade da Georgia.

Publicado na ACS Publications, em abril de 2026, a pesquisa aponta que a calêndula possui praticamente a mesma proporção de proteína vegetal que a quinoa, além de ter outras propriedades que fazem com que a planta seja uma boa opção de proteína.

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Segundo os pesquisadores, a calêndula dispõe de um tipo de proteína que permanece estável mesmo quando está em temperaturas mais altas, diferentemente de outras opções como a ervilha e o grão-de-bico. Isso pode torná-la uma ótima opção para ser usada em panificação.

Além disso, a planta contém aminoácidos que podem tornar seu sabor unânime em relação a outros alimentos. Outro benefício associado à calêndula é que ela possui também propriedades antioxidantes, hidratantes, alto teor de fibras, cálcio, potássio e ferro.

O principal autor do estudo, Anand Mohan, professor associado da Faculdade de Ciências Agrícolas e Ambientais da UGA, reforça que grandes quantidades de calêndulas são descartadas anualmente, o que poderia se tornar alimentação. “Bilhões de dólares em flores são jogados fora todos os anos. Você consegue imaginar se pudéssemos pegar essas flores e usá-las para fazer comida?”, diz, em comunicado.

Esse grande descarte é feito, provavelmente, porque a maioria dos americanos não vê a calêndula como primeira opção de flor comestível, preferindo, por exemplo, conforme diz o estudo, as mais tradicionais, como rosas ou hibiscos, apesar de outras culturas já consumirem as pétalas da planta, já que o caule e as folhas são mais amargos.

“Este estudo destaca o potencial inexplorado das flores comestíveis como ingredientes que podem contribuir não apenas com nutrição, mas também com textura, estabilidade e outras qualidades importantes em aplicações alimentares modernas”, complementa a primeira autora do estudo, Fidele Benimana, doutoranda no departamento de ciência e tecnologia de alimentos da UGA, em comunicado.

Mas, apesar de o estudo trazer dados benéficos da flor, os pesquisadores orientam que não são todas as espécies de calêndulas que devem ser consumidas; a espécie conhecida como calêndula-do-brejo e as do gênero Tagetes são as que têm sabor agradável e não causam problemas estomacais. A utilizada no estudo foi a Calendula officinalis, uma das mais comuns.