Pesquisa: 7% das brasileiras saíram do trabalho devido a menopausa
Em pesquisa, 6% das mulheres brasileiras também afirmaram ter sentido que perderam promoções ou aumentos salariais devido à menopausa
atualizado
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Segundo um novo levantamento internacional, 7% das brasileiras tiveram que deixar o trabalho devido aos sintomas causados pela menopausa. Além disso, 6% delas afirmaram ter sentido que perderam promoções ou aumentos salariais por conta do climatério.
Os achados fazem parte do Estudo Experiência e Atitudes na Menopausa, uma pesquisa encomendada pela farmacêutica Astellas Farma e que visava elucidar as dificuldades das mulheres que passam pela fase no mercado de trabalho.
No trabalho, foram entrevistados 13,8 mil participantes, sendo do público masculino e feminino, em seis países, incluindo o Brasil. Em cada local, houve 2,3 mil respondentes, sendo 300 deles mulheres da faixa etária de 40 a 55 anos.
Entre as respostas dos participantes brasileiros, além dos achados já mencionados, os dados identificados que se destacaram foram:
- 9% das brasileiras na menopausa afirmaram ter sofrido discirmação no local de trabalho após entraram no climatério.
- 47% teve algum tipo de impacto negativo no local de trabalho devido à menopausa, incluindo menor produtividade (26%), medo de relatar os sintomas aos colegas (17%) e conversar sobre o assunto com o gestor direto (9%).
- Oito a cada 10 pessoas acham que as mulheres com menopausa são menos apoiadas em comparação a outros países.
- 49% dos entrevistados concordam que as mulheres com menopausa têm mais dificuldades para evoluir na carreira e obter reconhecimento profissional.
“O impacto do estigma social e no local de trabalho em torno da menopausa não deve ser ignorado e pode ser prejudicial ao bem-estar das pessoas que vivenciam a menopausa. E isso não é apenas uma questão pessoal; é uma barreira significativa para a produtividade, retenção de talentos e bem-estar geral no local de trabalho”, aponta uma das representantes da Astellas, Ana Borges.
Soluções para evitar discriminações ligadas a menopausa
Como solução para os achados no levantamento, a farmacêutica lançou a Política de Licença Menopausa, uma iniciativa para as colaboradoras da empresa terem direito a cinco dias de licença remunerada por ano. Para receber o benefício, as empregadas precisam comprovar, por meio de declaração médica, estar no climatério ou na menopausa.
“As organizações têm a responsabilidade de mudar a narrativa em torno da menopausa e construir ambientes onde as pessoas se sintam apoiadas e capacitadas para falar sobre suas experiências”, defende Ana.
Além do benefício, em 2024, a empresa já tinha lançado outra iniciativa interna. Batizado de “Compromisso para Defender um Local de Trabalho Inclusivo para a Menopausa”, o conjunto de ações serve para orientar o bem-estar das colaboradoras com menopausa. Entre as principais, estão:
- Recursos educativos para orientar conversas entre gestores e colaboradoras.
- Guias sobre diários de sintomas.
- Materiais de apoio para consultas médicas.
- Conteúdos de conscientização.
- Além disso, as empregadas recebem até 70% em medicamentos prescritos para a menopausa.












