Jovem atleta descobre câncer após queda no rendimento físico

Rylie Kuyper, jogadora da Louisiana State University, descobriu câncer após coceira, falta de ar e caroço no pescoço

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Foto colorida de jogadora de futebol, segurando a bola, fazendo síbolo do time, em frente a uma parede vermelha - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de jogadora de futebol, segurando a bola, fazendo síbolo do time, em frente a uma parede vermelha - Metrópoles. - Foto: Reprodução / Redes Sociais

A jogadora universitária Rylie Kuyper, de 19 anos, acreditava que a queda no rendimento durante os treinos era sinal de falta de preparo físico. Mesmo mantendo uma rotina intensa como atleta de futebol da Louisiana State University, nos Estados Unidos, ela passou a sentir fadiga, falta de ar e coceira persistente na pele antes de descobrir que tinha linfoma de Hodgkin em estágio 2.

Os primeiros sinais começaram meses antes do diagnóstico. Em julho de 2025, Rylie passou a sentir coceira no corpo, sintoma que associou a alergias. Depois, percebeu que ficava sem fôlego com mais facilidade e interpretou a mudança como necessidade de treinar mais. A atleta seguia estudando, treinando e tentando compensar a perda de resistência com mais esforço físico.

A situação mudou em 12 de março deste ano, quando Rylie voltava das férias de primavera com colegas de equipe e percebeu um caroço no pescoço. Meses antes, em dezembro, ela já havia notado um pequeno nódulo na mama.

Na semana seguinte, a jovem procurou atendimento para avaliar os dois achados. Os médicos concluíram que o nódulo na mama era fibrose e que o caroço no pescoço correspondia a um linfonodo inchado. Ela foi encaminhada para biópsia por agulha e tomografia computadorizada.

A urgência do exame chamou a atenção da atleta. No mesmo dia, ela foi liberada de um teste físico obrigatório da equipe para realizar a tomografia. Mais tarde, a norte-americana foi informada por médicos e pela equipe atlética de que havia uma grande massa no tórax, com suspeita de linfoma.

Depois de novos exames e biópsia no tórax, veio a confirmação: linfoma de Hodgkin em estágio 2, classificado como desfavorável. O plano de tratamento informado para a atleta incluiu quimioterapia seguido de radioterapia.

O que é o linfoma de Hodgkin

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, rede formada por órgãos e tecidos que participam da defesa do organismo. A doença pode aparecer em diferentes partes do corpo, e os sintomas variam conforme a região afetada.

Quando surge em linfonodos superficiais, como pescoço, axilas e virilha, pode causar ínguas indolores. Quando atinge a região do tórax, pode provocar tosse, falta de ar e dor torácica. Também podem ocorrer febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente e coceira no corpo.

O diagnóstico é feito por biópsia da região afetada. O Inca informa ainda que, na maioria dos casos, o linfoma de Hodgkin é curável quando tratado adequadamente. O tratamento clássico envolve poliquimioterapia, com ou sem radioterapia associada.

Sintomas podem parecer comuns

O caso de Rylie chama atenção porque parte dos sinais iniciais pode ser confundida com situações menos graves, como alergias, queda de condicionamento físico ou cansaço da rotina. No entanto, a persistência dos sintomas e o aparecimento de caroços no corpo devem ser investigados.

De acordo com o Inca, não há recomendação de rastreamento para linfoma de Hodgkin em pessoas sem sintomas. A orientação é buscar avaliação médica diante de sinais como:

  • Ínguas sem dor;
  • Febre;
  • Suores noturnos;
  • Cansaço;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Coceira persistente.

Rylie compartilhou o diagnóstico nas redes sociais e, desde então, afirmou que tem recebido apoio de familiares, colegas de equipe e outras pessoas que enfrentam câncer.

No momento, ela segue em tratamento e afastada dos treinos competitivos. A atleta relata que sente falta do futebol, mas tenta manter pequenas rotinas que ajudam a preservar a sensação de normalidade enquanto atravessa a fase de quimioterapia e radioterapia.

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