Aaron Temkin Beck, pai da terapia cognitiva, morre aos 100 anos

Psiquiatra norte-americano Aaron Temkin Beck desenvolveu a terapia cognitiva, que ajudou na formação dos tratamentos contra depressão

atualizado 01/11/2021 17:05

Aaron Temkin Beck, pai da terapia cognitivaReprodução/Twitter

O psiquiatra norte-americano Aaron Temkin Beck morreu nesta segunda-feira (1º/11). O cientista ganhou notoriedade por desenvolver a terapia cognitiva, que ajudou na formação científica dos tratamentos contra a depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. Ele tinha 100 anos e vivia na Filadélfia, nos Estados Unidos.

A morte do psiquiatra foi confirmada pelo Instituto Beck para Terapia Cognitivo-Comportamental. Judith Beck, filha do cientista e presidente do instituto, disse em nota: “Meu pai dedicou sua vida ao desenvolvimento e teste de tratamentos para melhorar a vida de inúmeras pessoas em todo o mundo que enfrentam desafios de saúde mental. Ele verdadeiramente transformou o campo da saúde mental com décadas de pesquisa em terapia cognitivo-comportamental”.

“Obrigado a todos que transmitiram condolências e votos de pesar para a nossa família. Agradecemos o apoio e dedicação ao Beck Institute e ao campo da terapia cognitivo-comportamental”, continuou.

Durante a carreira, o Aaron Beck transformou os estudos sobre saúde mental com a criação da terapia cognitiva nos anos 60. Seus estudos influenciaram gerações de psicólogos.

A terapia cognitiva é uma das formas de psicoterapia mais estudadas e praticadas, sendo adotada por profissionais para tratar pacientes com condições psicológicas como a depressão, ansiedade, distúrbios de personalidade, e esquizofrenia. Mais de 2.000 estudos e pesquisas científicas comprovam a eficácia da terapia cognitiva.

Além disso, o psiquiatra também criou procedimentos para medir os sintomas e criar uma avaliação de prevenção do suicídio. Aaron Beck recebeu diversos prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Heinz para a Condição Humana, em 2001, e o Prêmio Albert Lasker para a Clínica Médica Investigação, em 2006.

Mais lidas
Últimas notícias