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Saúde

Endocrinologista lista os 6 maiores erros no controle da glicemia

Especialistas explicam falhas comuns no controle da glicemia e como hábitos diários impactam os níveis de açúcar no sangue

17/04/2026 13:39
SimpleImages/Getty Images
Foto colorida de diabético medindo a glicemia - Nutrólogo conta como o estresse influencia no diagnóstico de diabete - Metrópoles

Manter a glicemia sob controle vai muito além de cortar o açúcar do café. Na prática, hábitos aparentemente inofensivos podem dificultar, e muito, o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue. O problema é que esses erros costumam passar despercebidos até que os sintomas apareçam.

De acordo com a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília, em Águas Claras (DF), sinais como cansaço excessivo, sede constante, vontade frequente de urinar, visão turva e dificuldade de concentração são indicativos comuns de glicemia desregulada, mas que muitas vezes são ignorados por serem sutis e progressivos.

A cardiologista e nutróloga Maysa Lugan, da Clínica Aloe, em Brasília, reforça que, em alguns casos, especialmente na pré-diabetes, a pessoa pode nem apresentar sintomas, o que torna o acompanhamento médico e exames periódicos ainda mais importantes.

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As duas especialistas listam os maiores erros de quem está tentando controlar os níveis de glicose no sangue.

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Seis erros comuns que dificultam o controle da glicemia

1. Focar apenas no açúcar

Reduzir doces é importante, mas não resolve a situação sozinha. Pães, massas e outros carboidratos refinados também elevam a glicemia rapidamente, principalmente quando consumidos em excesso.

2. Ignorar a qualidade da alimentação

Uma dieta pobre em fibras e proteínas favorece picos de glicose ao longo do dia. Segundo Maysa, isso reduz a saciedade e aumenta a variabilidade da glicemia, dificultando o controle.

3. Ter uma rotina alimentar irregular

Pular refeições ou comer em horários desorganizados impacta diretamente os níveis de glicemia, favorecendo oscilações e dificultando a resposta do organismo.

4. Ser sedentário

A falta de atividade física reduz a capacidade do corpo de utilizar a glicose. “O exercício melhora a sensibilidade à insulina e ajuda no controle da glicemia”, explica Isabela. A recomendação é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física.

5. Subestimar o impacto do estresse e do sono

Esse é um dos erros mais negligenciados. O estresse aumenta o cortisol, hormônio que eleva a glicemia. Já dormir mal prejudica a ação da insulina e favorece maior instabilidade dos níveis de glicose.

6. Não seguir corretamente o tratamento

Automedicação, uso irregular de remédios ou abandono do acompanhamento médico comprometem o controle da glicemia. Segundo as especialistas, quando mudanças no estilo de vida não são suficientes, o uso de medicamentos pode ser necessário, sempre com orientação individualizada.

Por que isso importa

O controle inadequado da glicemia pode evoluir silenciosamente e aumentar o risco de complicações, como doenças cardiovasculares, problemas renais e danos neurológicos.

Por isso, mais do que evitar o açúcar, é fundamental olhar para o conjunto: alimentação, sono, atividade física, saúde mental e adesão ao tratamento. Ignorar qualquer um desses pilares pode comprometer todo o processo, mesmo quando a pessoa acredita estar fazendo “o básico”.