Atrás das grades: tenente preso por migué em bico da PM pode perder patente
Oficial está no Presídio Militar Romão Gomes; coluna apurou que PM avalia procedimento que pode terminar em perda do posto

O tenente Luis Henrique de Vito Rosa (imagem em destaque), flagrado dentro de um ônibus rumo ao interior paulista quando deveria estar trabalhando na Atividade Delegada, segue preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. O oficial pode, agora, também ter a permanência na Polícia Militar colocada em xeque.
A coluna apurou que a corporação avalia uma representação para instaurar um Conselho de Justificação, procedimento reservado a oficiais e que serve justamente para analisar se o militar reúne condições para continuar nos quadros da PM. Em caso de conclusão desfavorável ao tenente, o processo pode terminar com a eventual perda do posto e da patente.
Preso durante o “bico”
Como revelou a coluna, o tenente, lotado no 35º Batalhão da PM do interior, estava nominalmente escalado para cumprir a Atividade Delegada até as 22h de 30 de agosto. O programa funciona como um “bico oficial”, no qual policiais trabalham em horários de folga e recebem remuneração adicional.
Por volta das 20h45, porém, integrantes da Corregedoria abordaram um ônibus da Viação Santa Cruz na Vila Guilherme, zona norte. Dentro do coletivo estava o tenente, que seguia em direção a Itapira, no interior paulista.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEle recebeu voz de prisão pelos crimes, em tese, de abandono de posto, descumprimento de missão e falsidade ideológica. O oficial recebe salário bruto de R$ 27.378,95. Na Atividade Delegada, receberia R$ 55,32 por hora, valor estabelecido para oficiais.
Permanência na PM
Pela legislação paulista, o Conselho de Justificação é o processo destinado a apurar a incapacidade de um oficial para permanecer no serviço ativo da Polícia Militar. A medida, portanto, pode culminar no eventual desligamento do tenente e na perda de seu posto e patente.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que o oficial foi preso em flagrante e conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG). “A corporação analisa instauração do processo administrativo”, acrescentou em nota.










