Temer diz que Gilmar não deveria ter reagido a vídeos de Zema

Na avaliação do ex-presidente Michel Temer, declaração feita pelo ministro Gilmar Mendes apenas realimenta o debate de ativismo judicial

atualizado

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Evandro Macedo/LIDE
O ex-presidente Michel Temer (MDB)
1 de 1 O ex-presidente Michel Temer (MDB) - Foto: Evandro Macedo/LIDE

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou, nesta segunda-feira (27/4), que o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), não deveria ter respondido ao ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) pelo vídeo ironizando ministros da Corte.

“Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido, porque quanto mais ele responde, evidentemente, mais argumentos ele dá para a contestação”, disse Temer, durante o 8º Fórum Paulista de Desenvolvimento em Itu, no interior de São Paulo.

O ex-presidente se referiu à declaração feita por Gilmar durante uma entrevista ao Metrópoles, na última quinta-feira (23/4). Questionado sobre os vídeos produzidos com inteligência artificial contra ministros do STF e divulgados por Zema, Gilmar afirmou que há limites para sátiras contra integrantes do Supremo e disse que o ex-governador não aceitaria ser representado como um “boneco homossexual”.

Após a repercussão da fala, Gilmar admitiu que errou e pediu desculpas publicamente a Zema, mas o ex-governador reagiu dizendo que as declarações do ministro foram “ofensivas e xenofóbicas”.

Ao comentar o caso nesta segunda-feira, Temer voltou a reforçar a necessidade de diálogo entre todos os Poderes e que essa ideia se perdeu no Brasil.

Na avaliação do ex-presidente, “polarizar ideias, polarizar sistemas, polarizar projetos, polarizar programas é fundamental para a democracia”, mas o que houve no Brasil foi uma radicalização de posições.

Questionado sobre a crise de imagem do STF, Temer — que é advogado constitucionalista — destacou que acusações de ativismo judicial não são culpa da própria Corte.

“A função do Supremo Tribunal Federal é guardar a Constituição e eles têm que julgar todas as matérias que chegam lá. O Supremo não tem tanta culpa assim. Se alguma responsabilidade houve, mas não houve, foi porque a [Assembleia] Constituinte [de 1988] tratou de todos os temas, e todos os temas, em razão disso, são levados ao Supremo Tribunal Federal”, disse Temer.

O embate entre Zema e Gilmar Mendes abriu espaço para o crescimento do pré-candidato do Novo encontrar o público com posição anti-STF dentro do eleitorado conservador que se identifica com os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).

De acordo com a última pesquisa pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empataria tecnicamente com os três candidatos da direita em um eventual segundo turno, dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais.

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