Zema encarna Enéas e prova que brigar com Gilmar Mendes dá ibope
“Meu nome é Zema”
atualizado
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Romeu Zema cansou de bancar o mineiro sem sal. O ex-governador percebeu o que é o óbvio ululante: na internet, quem não briga não existe. E decidiu usar o Supremo Tribunal Federal como trampolim.
Ao copiar o que lembrou o estilo de Enéas Carneiro e soltar o “Meu nome é Zema”, ele pode ter fisgado o eleitorado que ainda não o conhecia.
O objetivo é simples: ser o candidato da direita que não tem medo de juiz.
O embate com Gilmar Mendes foi o presente que Zema pediu a Deus. O ministro tentou ser engraçado (e um pouco cruel) ao dizer que não entende o que o mineiro fala. O ex-governador, empolgado, não deixou passar: disse que o problema não é o sotaque, mas o “português esnobe dos intocáveis”. Se diferenciou de Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro que pisam em ovos com receio de um choque direto que os desequilibre nas pesquisas.
E o resultado apareceu rápido. Dados mostram que ele ganhou dez vezes mais seguidores fazendo essa guerrilha digital. Zema descobriu que o eleitor quer sangue, suor e um bordão que pegue na memória. No teatro das eleições, ele deixou de ser o figurante de Minas para ser o protagonista que é contra o STF e tenta vestir um figurino antissistema. Vai colar?
Ah sim, e seu nome é Zema.


