Tarcísio diz que USP tem dinheiro e greve “é assunto da reitoria”. Veja vídeo
Governador de São Paulo cita orçamento de R$ 9,4 bilhões para 2026 da instituição ao ser questionado sobre situação da greve na USP
atualizado
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O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (26/5) que a greve da Universidade de São Paulo (USP) é um “assunto da reitoria” ao ser questionado sobre o assunto durante agenda em Perus, citando o orçamento anual de R$ 9,4 bilhões da instituição para 2026. “Tem dinheiro em caixa“, disse.
O orçamento da instituição, sob gestão do reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado, vem da cota-parte de 5,02% da arrecadação do ICMS estadual. O governador lembrou que os recursos das universidades estaduais foi ampliado em 28% de 2019 a 2026, passando de R$ 49,9 bilhões para R$ 64 bilhões.
Além dos repasses do Tesouro do estado, estão previstos também recursos provenientes de receitas próprias (prestação de serviços, aluguéis, reembolsos etc.) por parte das Unidades de Ensino e Pesquisa no montante de R$ 1,17 bilhão.
Na última segunda-feira (25/5), profressores da USP aprovaram adesão à greve em assembleias realizadas nos campi do Butantã, na capital paulista, São Carlos, Pirassununga, Ribeirão Preto e Piracicaba. A mobilização ocorre em meio à paralisação dos estudantes, que já dura cinco semanas.
“Eu tenho acompanhado com a reitoria, mas veja, eu acho que isso é um assunto da reitoria”, afirmou Tarcisio. “Eu acredito na autonomia universitária, inclusive na capacidade da reitoria de resolver essa questão”.
Tarcísio destacou ainda que o pleito das categorias em greve é legítimo, e que a USP tem capacidade de planejar o próprio orçamento.
“É justo melhorias no CRUSP? Justo, claro que é justo. É justo [pedir por] melhoria no bandejão? Claro que é justo. A quem cabe isso? À reitoria. A reitoria que faz a gestão de recursos, a gente repassa os recursos, a reitoria tem absoluta liberdade para fazer a distribuição do seu orçamento, para planejar custeio, planejar investimento”, acrescentou.
Os alunos da USP estão em greve desde o dia 15 de abril. Entre as principais reivindicações levantadas pelos alunos, estão: melhores condições dos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário-mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis, e isonomia entre docentes e funcionários.
Os estudantes seguem em paralisação, com tentativas de negociação com a reitoria pela adesão das demandas exigidas.
Greve dos estudantes
Os alunos da Universidade de São Paulo decidiram entrar em greve no dia 15 de abril. A medida foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme e realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).
Entre as principais reivindicações levantadas pelos alunos, estão: melhores condições dos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis, e isonomia entre docentes e funcionários.
Os estudantes seguem em paralisação, com tentativas de negociação com a reitoria pela adesão das demandas exigidas.
























