Greve na USP: professores aderem à paralisação por reajuste salarial
Associação dos docentes determinou o estado de greve em assembleia nesta segunda (25). Os institutos ainda devem fazer reuniões individuais
atualizado
Compartilhar notícia

Professores da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, nesta segunda-feira (25/5), adesão à greve em assembleias realizadas nos campi do Butantã, na capital paulista, São Carlos, Pirassununga, Ribeirão Preto e Piracicaba. A mobilização ocorre em meio à paralisação dos estudantes, que já dura cinco semanas.
A decisão dos docentes foi aprovada pela Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp), mas ainda dependerá de votações isoladas em cada instituto da universidade.
Um dos principais motivos da paralisação é a campanha salarial das universidades estaduais paulistas. De acordo com os docentes, o Cruesp propôs reajuste de 3,47%, índice baseado na inflação medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os professores, porém, não estão de acordo com o percentual.
Além da questão salarial, os educadores criticam a falta de diálogo da reitoria diante das reivindicações apresentadas pelos estudantes.
Posicionamento Adusp
Em nota para o Metrópoles, a Adusp explicou as motivações da greve e se declarou contrária à desocupação violenta da reitoria, realizada pela Polícia Militar (PM), no último dia 10 de maio. Confira a nota na íntegra:
“A assembleia dos docentes da USP, reunida em 25 de maio, aprovou a deflagração de greve diante da ausência de avanços efetivos nas negociações conduzidas pelo Cruesp e pela Reitoria da USP. A decisão expressa a necessidade urgente de reabertura de negociações reais entre o Cruesp e o Fórum das Seis, bem como entre a Reitoria e os estudantes, de forma transparente e comprometida com a construção de soluções para a crise instalada na universidade.
Entre os principais pontos que motivam a greve estão a reivindicação de reajuste salarial correspondente a inflação anula medida pelo IPCA (4,39%) acrescido de 3%, como parte do processo de recuperação das perdas históricas acumuladas pelos trabalhadores das universidades estaduais paulistas; o avanço na proposta apresentada pelos estudantes para aumento do valor do PAPFE; e a reorganização do semestre acadêmico diante dos impactos provocados pela paralisação e pelo conflito em curso.
A assembleia também defende a não criminalização e a não punição dos estudantes mobilizados, reafirmando o compromisso da universidade com o diálogo democrático e a livre organização política. Além disso, exige a apuração das responsabilidades pela ação da Polícia Militar durante a desocupação da Reitoria da USP.”
Greve dos estudantes
Os alunos da Universidade de São Paulo decidiram entrar em greve no dia 15 de abril. A medida foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme e realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).
Entre as principais reivindicações levantadas pelos alunos, estão: melhores condições dos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis, e isonomia entre docentes e funcionários.
Os estudantes seguem em paralisação, com tentativas de negociação com a reitoria pela adesão das demandas exigidas pelo corpo discente.














