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São Paulo

Estudantes fazem marcha da USP até Faria Lima em meio a greve

Alunos da universidade cobram melhores condições de permanência e maior qualidade dos bandejões; greve foi iniciada no dia 14 de abril

Divulgação
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizam marcha em meio a greve.

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizam, nesta quinta-feira (23/4), uma marcha partindo da Cidade Universitária até a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

O ato convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP é parte do movimento estudantil grevista anunciado no dia 14 de abril.

Alunos de 104 cursos aderiram à paralisação, que foi iniciada com prazo indeterminado. Os estudantes protestam contra a precarização da universidade e cobram:

  • melhores condições dos bandejões e fim da privatização;
  • aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário-mínimo paulista;
  • ampliação dos programas de permanência estudantil;
  • defesa dos espaços estudantis; e
  • isonomia entre docentes e funcionários.

A última pauta é em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindica reajuste salarial à categoria, após benefícios serem oferecidos exclusivamente aos professores.

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Recentemente, a universidade foi alvo de polêmicas relacionadas ao bandejão, com denúncias de comida com inseto e estragada no restaurante universitário (RU) da USP Leste, além da presença de larvas e desabastecimento no RU da Faculdade de Direito.

A paralisação ocorre tanto nos institutos da capital quanto no interior paulista. Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Escola Politécnica (Poli) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) estão entre os participantes da capital.

Já no interior, 21 cursos da USP São Carlos e outros do campus Ribeirão Preto, como Química, Educação Física e Psicologia, aderiram à greve. Veja a lista completa abaixo:

Cursos e institutos que já aderiram à greve

  • Ciências Sociais – São Paulo
  • Letras – São Paulo
  • História – São Paulo
  • Filosofia – São Paulo
  • Instituto de Geociências (2 cursos) – São Paulo
  • Enfermagem – São Paulo
  • Fonoaudiologia – São Paulo
  • Terapia Ocupacional – São Paulo
  • Fisioterapia – São Paulo
  • Química – São Paulo
  • EACH – USP Leste (11 cursos) – São Paulo
  • Psicologia – São Paulo
  • FAUD (2 cursos) – São Paulo
  • Escola Politécnica (17 cursos) – São Paulo
  • Geografia – São Paulo
  • Oceanografia – São Paulo
  • Farmácia – São Pauo
  • Pedagogia e Licenciaturas – São Paulo
  • ⁠Escola de Comunicações e Artes (11 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Matemática e Estatística (6 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Física (3 cursos) – São Paulo
  • Instituto de Relações Internacionais – São Paulo
  • Instituto de Ciências Biomédicas – São Paulo
  • Biologia – São Paulo
  • USP São Carlos (23 cursos) – São Carlos
  • ⁠Psicologia – Ribeirão Preto
  • ⁠Biologia – Ribeirão Preto
  • ⁠Biblioteconomia – Ribeirão Preto
  • ⁠Pedagogia Ribeirão Preto
  • ⁠Direito – Ribeirão Preto
  • ⁠Enfermagem – Ribeirão Preto
  • ⁠Ciências Biomédicas – Ribeirão Preto
  • ⁠Química – Ribeirão Preto
  • Física Médica – Ribeirão Preto
  • ⁠Matemática Aplicada a Negócios – Ribeirão Preto
  • ⁠Educação Física – Ribeirão Preto
  • ⁠Terapia Ocupacional – Ribeirão Preto

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa da USP informou que acompanha a greve dos estudantes. A universidade afirmou que protocolos garantiriam alimentação segura e de qualidade nos restaurantes universitários geridos pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP) e que também não pretenderia retirar nem restringir a atuação das entidades estudantis.