Alunos denunciam larva na comida e desabastecimento em bandejão da USP. Vídeo
Problemas no restaurante da Faculdade de Direito da USP motivaram protesto no dia 16 de março. Instituição não quis se manifestar
atualizado
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Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) afirmam enfrentar uma série de problemas no restaurante universitário da instituição, conhecido pelo apelido de Bandejão.
A presença de insetos e larvas na comida e o desabastecimento de carne, que provoca longas filas de espera até que o alimento seja reposto, são as principais reclamações enviadas ao Centro Acadêmico XI de Agosto, que tem recebido denúncias sobre o assunto.
O Metrópoles teve acesso a alguns dos relatos enviados à organização estudantil. No dia de 3 março, um deles afirmava que a proteína acabou às 13:50. “Trabalhadores vieram avisar que a comida demorará cerca de 40 minutos para chegar. Um descaso completo com os estudantes”, diz o texto.
Dois dias depois, mais uma reclamação sobre o assunto: “Quando cheguei havia acabado a proteína, não é a primeira vez que acontece. Vou ter que jantar arroz, feijão e o molho que sobrou”, afirma outro.
Segundo o Centro Acadêmico, também há registros de desabastecimento da proteína vegetal, opção vegetariana que, quando disponível, se torna a principal alternativa em meio à falta de carne. Outras reclamações são sobre os atrasos no horário de abertura do Bandejão e a qualidade da comida entregue. Uma imagem enviada ao Centro Acadêmico mostra um pedaço de frango verde.
Secretário de organização do Centro Acadêmico, Francisco Sereza, de 20 anos, diz que a situação têm impactado a permanência de estudantes mais vulneráveis. “Quando o bandejão atrasa 40 minutos, isso impede que quem trabalha possa comer”, ressalta o aluno, lembrando que parte dos estudantes almoçam às pressas entre a aula e o estágio.
Os problemas motivaram um protesto dos alunos no dia 16 de março, quando estudantes entraram no Bandejão sem pagar a tarifa de R$ 2, que é cobrada pelo serviço no almoço e jantar – o preço para o café da manhã é de R$ 0,50.
Depois do protesto, membros de entidades estudantis da faculdade fizeram reuniões com a direção da unidade e com a Pró-Reitoria de Inclusão de Pertencimento para debater o problema. Segundo Sereza, os casos de demora na reposição diminuíram, mas os alunos continuam se deparando com as larvas na comida. O vídeo publicado no início desta reportagem é do dia 27 de março.
As refeições são entregues já prontas por uma empresa terceirizada, já que não há espaço de cozinha suficiente para preparar os alimentos na própria unidade.
O Metrópoles entrou em contato com a Faculdade de Direito da USP, mas a unidade não quis se pronunciar. O espaço segue aberto.













