Campus da USP na zona leste fica mais de 24 horas sem luz
Campus da EACH ficou sem energia e expediente dos servidores e funcionários foi suspenso. Restaurante universitário também foi fechado
atualizado
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O campus da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), na zona leste da capital, ficou mais de 24 horas sem luz, por conta de um curto-circuito na cabine primária causada por um roedor. A energia só foi restabelecida às 13h25 desta quinta-feira (2/4).
De acordo com o diretor da EACH, Marcelo Fantinato a queda de luz ocorreu por volta das 21h30 de terça (31/3), quando uma equipe da Enel esteve no local para desligar o fornecimento após o ocorrido. Porém, segundo ele, a diretoria foi informada de que seria necessário um novo protocolo para religar a energia.
A Enel, por sua vez, informou que, na primeira visita, detectou um problema interno na cabine primária, de responsabilidade da própria USP. A energia, então, foi desligada até que a falha fosse corrigida. A Enel afirmou que, tão logo o problema fosse solucionado, retornaria para fazer a religação.
Após a primeira visita da Enel, Fantinato disse ter entrado com um novo protocolo na empresa e foi informado que somente na quarta-feira (1º/4), por volta das 13h, o atendimento seria realizado, o que não ocorreu.
“Eles não apareceram, vários protocolos foram submetidos na sequência e a previsão seguinte era a de que eles estariam aqui às 20h. Mas eles novamente não apareceram, e as comunicações ficaram desencontradas”, disse o diretor da EACH.
Ainda segundo o relato do diretor, foram abertas diversas reclamações na ouvidoria da Enel.
O campus tem um corpo docente de quase 300 professores e 200 funcionários e servidores técnico-administrativos, que tiveram o expediente suspenso por conta do ocorrido.
Além disso, algumas salas de pesquisa e laboratórios ficaram sem energia, impedindo a continuidade das atividades (veja vídeo acima). Alguns deles estavam sendo alimentados por geradores exclusivos, principalmente os que armazenam amostras biológicas.
“Por sorte temos os geradores, mas isso gera um custo bastante alto. Ontem (1º/4) mesmo tivemos que colocar mais combustível e hoje isso teve que ser feito novamente, gerando um custo maior para a unidade. São restaurantes universitários, lanchonetes, cantinas, que não estão sendo atendidos e que estão sendo prejudicados por conta do material perecível que vai acabar se perdendo”, disse o diretor.








