STJ nega nova reclamação da defesa do MC Ryan SP, que segue preso
Advogados de Ryan contestaram o não cumprimento do alvará de soltura após o STJ ter concedido habeas corpus anteriormente
atualizado
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta segunda-feira (27/4), uma reclamação da defesa do MC Ryan SP e manteve a prisão preventiva do cantor e de outros investigados, decretada anteriormente pela Justiça Federal de Santos no contexto da Operação Narco Fluxo.
A decisão, assinada pelo juiz Messod Azulay Neto, foi emitida em resposta a uma reclamação relacionada ao não cumprimento da soltura depois de o STJ ter concedido habeas corpus aos investigados. No entendimento dos advogados, o alvará de soltura deveria ter sido cumprido antes da decisão posterior da Justiça Federal, com novo pedido de prisão preventiva, horas depois da primeira decisão, na última quinta-feira (23/4).
Ao Metrópoles, o advogado Felipe Cassimiro, que representa o MC Ryan, afirmou que a defesa irá a instâncias superiores através de habeas corpus.
“Não houve exame do mérito da prisão preventiva no julgamento monocrático da reclamação, de modo que compreendemos e respeitamos a decisão do Ministro Messod. Acreditamos que o quadro atual será corrigido por meio da via correta para essa nova discussão que se inicia, ilegalidade da prisão preventiva”, afirmou Cassimiro.
Relembre o caso
A Justiça Federal decretou, na semana passada, a prisão preventiva dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, e dos outros 33 alvos da Operação Narco Fluxo.
A decisão foi tomada horas depois de o STJ ter concedido um habeas corpus aos investigados, após um pedido da Polícia Federal (PF), que representou pela nova prisão dos acusados. Segundo a PF, a manutenção dos presos se faz necessária para assegurar a “garantia da ordem pública” e a “aplicação da lei penal”.
Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira são investigados por envolvimento em um esquema que teria lavado R$ 1,6 bilhão. A estrutura criminosa, segundo a investigação da PF, camuflava valores de origem ilícita (como de apostas e rifas ilegais e do tráfico internacional de drogas) por meio das indústrias fonográficas e de entretenimento.















