“Não devo nada a ninguém”, diz avó de MC Ryan suspeita de ser laranja

Vera Lúcia Santana, avó de MC Ryan, falou com a imprensa em frente ao CDP Belém, onde aguarda a soltura do neto, o funkeiro MC Ryan

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MC Ryan usava avó como laranja e testa de ferro, diz PF - Metrópoles
1 de 1 MC Ryan usava avó como laranja e testa de ferro, diz PF - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

Avó de MC Ryan, Vera Lúcia Santana negou o suposto envolvimento no esquema bilionário de lavagem de dinheiro que levou à prisão do funkeiro. Segundo a Polícia Federal, Vera teria desempenhado um papel fundamental de blindagem patrimonial e dissimulação societária dentro da organização criminosa, que seria liderada pelo neto dela.

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Mais de 200 policiais federais participam da Operação NarcoFluxo
Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista
Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor
São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
Operação da Polícia Federal deflagrada na madrugada de quinta-feira (15/4) investiga grupo suspeito de lavagem de dinheiro
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Operação da Polícia Federal deflagrada na madrugada de quinta-feira (15/4) investiga grupo suspeito de lavagem de dinheiro

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Mais de 200 policiais federais participam da Operação NarcoFluxo
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Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista
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Um dos alvos da operação é o cantor de funk MC Ryan SP, que foi preso em Bertioga, litoral paulista

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Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor
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Na operação, a PF apreendeu carros e relógios de luxo, cartões, armas e outros itens de valor

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São cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal
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A ação acontece simultaneamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal

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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos
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Além dos itens de luxo, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

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Polícia Federal acredita que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 1,6 bilhão
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens
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Foram determinadas medidas de constrição patrimonial e o sequestro de bens

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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior
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Investigações indicam que a movimentação era feita no Brasil e no exterior

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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias
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A operação também mira outras figuras conhecidas, como o funkeiro Poze do Rodo e o influenciador Chrys Dias

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“Não sou acusada de nada, não devo nada para ninguém. Eu administro sim [o restaurante do MC Ryan], mas lá é tudo certinho. Não tem nada de errado lá”, afirmou ela à imprensa no Centro de Detenção Provisória da Chácara Belém, na zona leste de São Paulo, onde aguarda uma possível soltura do MC após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Vera Lúcia é companheira de Tiago de Oliveira, braço direito e gestor financeiro de Ryan. Os dois residem em um endereço na Vila Guilherme, na zona norte de São Paulo, onde funciona uma espécie de “central corporativa” para as empresas do grupo, como apontou a investigação da PF.

Ela foi usada pelo neto como “testa de ferro” ao assumir, no lugar dele, a sociedade de diferentes negócios sob suspeita, como o restaurante Bololô e a Bololô Eventos e Transportes, empresa da qual Tiago também é sócio.

No caso do restaurante, Ryan transferiu sua parte na sociedade para a avó logo após o estabelecimento ser alvo de buscas pela Polícia Civil por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e com a realização de rifas ilegais. Vera assumiu a maioria das cotas para resguardar o lucro do negócio, apontam os investigadores.

A mulher também teria sido usada de laranja pelo neto, principalmente ao atuar como uma “conta de passagem” no esquema. Segundo a investigação, a conta bancária dela era usada para escoar os lucros das empresas para os operadores da estrutura criminosa.

Entenda decisão do STJ que solta MC Ryan e outros 32 presos pela PF

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus a Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, que se estende aos demais 32 alvos presos pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Narco Fluxo. A decisão, da manhã desta quinta-feira (23/4), aponta “flagrante ilegalidade” na decretação das prisões temporárias.

De acordo com a decisão do STJ, o habeas corpus se estende aos outros 32 alvos presos na Operação Narco Fluxo, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, e Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei.

O advogado Alexander Neves Lopes, professor de Processo Penal e mestre em Direito, explica que a prisão temporária é uma detenção cautelar, aplicada para preservar a investigação.

“No presente caso, o delegado federal representou, pelo prazo de cinco dias, prorrogáveis para mais cinco dias. Só que o juiz julgou além do pedido de representação. [Foram] 30 dias prorrogáveis por mais 30”, detalhou o advogado Alexander Neves Lopes.

“À vista do ministro do STJ, é que o juiz de primeiro grau julgou além do pedido, e aí, evidentemente, vem um constrangimento ilegal. E logicamente que comunicou extensão aos demais acusados porque trata de uma regra processual e não de caráter pessoal de cada investigado. Então todos, evidentemente, vão sair”, afirmou.

Para o advogado Ricardo Martins, especialista em Direito Processual Penal e em Direito Penal, a determinação de um período maior do que o representado pela PF para prisão temporária trata-se de um “descompasso”. “O juízo decretou por 30 dias, sem que houvesse fundamentação idônea para tal ampliação”, argumentou.

“No processo penal, o juiz não está absolutamente vinculado ao pedido da autoridade policial, mas não pode decidir de forma mais gravosa sem justificativa concreta e adequada. Ao extrapolar o prazo requerido, sem base específica nos requisitos legais da lei 7.960/89, a decisão se torna desproporcional e ilegal”, disse ao Metrópoles.

Ele também confirma que o habeas corpus se estende aos demais alvos presos pela mesma decisão. Segundo ele, esta é uma aplicação juridicamente correta e bastante comum. “Trata-se do chamado efeito extensivo, previsto no artigo 580 do Código de Processo Penal”, apontou.

Segundo Ricardo Martins, quando há identidade de situações fático-jurídicas entre os investigados, a decisão favorável a um deve beneficiar os demais, evitando tratamento desigual. Portanto, diz ele, se os 33 investigados tiveram a prisão decretada nas mesmas condições — mesma decisão, mesmos fundamentos e mesma ilegalidade —, todos devem ser alcançados pela ordem concedida, independentemente de terem impetrado habeas corpus individualmente.

 

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