
Mirelle PinheiroColunas

Defesa de MC Ryan SP se manifesta após STJ conceder liberdade
Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao artista e outros presos na manhã desta quinta-feira (23/4)
atualizado
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A equipe de defesa do cantor Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP (foto em destaque), se pronunciou, por meio de nota, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus ao artista na manhã desta quinta-feira (23/4).
O escritório Cassimiro & Galhardo Advogados afirmou que a decisão reconhece “a ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, determinando as providências necessárias ao imediato restabelecimento da liberdade”.
“A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, explicou.
Com a decisão do ministro Messod Azulay Neto, os investigados beneficiados devem ser soltos.
O relator apontou “flagrante ilegalidade” da decisão da 5ª Vara Federal de Santos que decretou a prisão temporária do MC. “Especialmente porque a própria representação da autoridade policial limitou-se ao prazo de cinco dias, assiste razão à defesa, devendo a medida extrema ser restringida ao período por ela requerido, qual seja, cinco dias”, considerou o magistrado.
O habeas corpus se estende aos outros 32 alvos presos na Operação Narco Fluxo, incluindo Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, e Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei.
A operação
A ação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados do Brasil, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
As investigações apontam que o volume financeiro movimentado pelo grupo criminoso ultrapassa R$ 260 bilhões. Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, a corporação apreendeu documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
A estrutura criminosa utilizava um sistema coordenado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.
A PF indica que havia movimentações no Brasil e no exterior, além do transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.
