
Mirelle PinheiroColunas

PF conclui investigação da morte de “Sicário” e envia relatório ao STF
Luiz Phillipi Mourão morreu em 6 de março deste ano. Uma equipe da superintendência apresentará os resultados ao STF nesta quinta (23/4)
atualizado
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A Superintendência da Polícia Federal (PF) de Minas Gerais (MG) concluiu a investigação sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão (foto em destaque), conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro. Ele teve o óbito declarado oficialmente em 6 de março deste ano, após o encerramento do protocolo de morte encefálica.
O superintendente da corporação em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, viajou a Brasília nesta quinta-feira (23/4), junto ao delegado responsável pelo inquérito, para entregar o documento pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
As apurações revelaram que a morte foi causada por suicídio. Diante disso, foi descartada a possibilidade de o óbito ter sido provocado por outra pessoa.
Para chegar a conclusão, os investigadores analisaram imagens da cela onde Sicário estava preso. Além disso, foram ouvidas testemunhas e pessoas consideradas próximas ao investigado.
Quem era “Sicário”
Segundo a Polícia Federal, Mourão exerceria um papel importante na organização das atividades de um grupo informal conhecido como “A Turma”, apontado como uma estrutura usada para monitorar e pressionar pessoas consideradas adversárias do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em decisão judicial que autorizou nova fase da Operação Compliance Zero, a PF descreve que Sicário seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.
Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança.
As mensagens apreendidas indicam que a estrutura teria financiamento mensal que chegaria a cerca de R$ 1 milhão, valor destinado a custear as atividades de monitoramento e a remuneração dos integrantes envolvidos.
Em diálogos citados na decisão do STF, Mourão afirma que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e posteriormente distribuídos entre os participantes da equipe.
Ficha extensa
Apontado como espião de Vorcaro, ele figurava como alvo da polícia em diversos inquéritos, consolidando uma ficha criminal extensa ao longo de sua vida.
Em seu histórico, havia passagens por furto qualificado, além de ameaças e crimes de trânsito.
O homem também já teve o nome envolvido em investigações por estelionato e associação criminosa, além de ter assinado Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) por dirigir sem CNH, receptação e uso de documento falso.
