
Mirelle PinheiroColunas

Citada como laranja em esquema, avó de MC Ryan defende presos pela PF
Nas redes sociais, a mulher publicou uma montagem que reúne fotos dos alvos da Polícia Federal e compartilhou frases de defesa
atualizado
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Sócia do Bololô Restaurant & Bar, Vera Lúcia Santana (foto em destaque), avó do cantor MC Ryan SP, usou as redes sociais para sair em defesa do neto e dos demais alvos da operação Narco Fluxo, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
Por meio de seu perfil no Instagram, onde acumula mais de 100 mil seguidores, Vera Lúcia compartilhou uma montagem com fotos dos presos e pediu “liberdade para todos”.
Fotos de familiares usando camisetas com o rosto do cantor estampado também foram compartilhadas. As peças ainda levam a frase “MC não é bandido”, que viralizou anteriormente após as prisões de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam e de Marlon Brendon Coelho, o Poze do Rodo.
O Bololô
Segundo a PF, Vera assumiu a sociedade do Bololô Restaurant & Bar após o artista ser alvo de buscas e apreensões por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e participação em rifas ilegais. “Peça de mescla absorvendo aportes físicos (“cebola” da facção) sob escudo alimentar, transferida à avó após investigações para possivelmente resguardar lucros ‘limpos’.”
Entre abril de 2024 e outubro de 2025, o restaurante movimentou mais de R$ 30 milhões. “A empresa apresenta movimentação financeira incompatível com seu porte […] correspondendo a uma média mensal superior a R$ 1,4 milhão.”
Nesse período, a empresa também teria transferido R$ 257,4 mil a Tiago em menos de dois meses. “Tiago é considerado liderança do esquema, gestor estratégico e de decisões operacionais. Referido como ‘Pai’ por Ryan. Transaciona os fundos de alto risco, injeta em mescla, saca capital lavado de restaurantes da família e efetua consumos paralelos.”
Apesar disso, o restaurante operava regularmente, o que ajudava a sustentar a aparência de legalidade. “O restaurante existe e funciona, realizando pagamentos consistentes a fornecedores de bebidas e carnes, gerando lastro comercial.”
Segundo a PF, após passar pelo caixa do estabelecimento e ser misturado às receitas reais, o dinheiro era redistribuído já com aparência lícita.










