Mirelle Pinheiro

“Crime paga crime”: PF investiga acordo milionário de MC Ryan

Documentos obtidos pela coluna mostram movimentações de cerca de R$ 1 milhão feitas para livrar artista de um processo criminal

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de MC Ryan - Foto: Instagram/Reprodução

A Polícia Federal (PF) investiga um acordo judicial de quase R$ 1 milhão firmado para livrar o cantor MC Ryan SP de um processo criminal por dano ao patrimônio, que envolve a invasão de um estádio com uma Lamborghini. Na ocasião, o artista causou a destruição do gramado.

Segundo documentos obtidos pela coluna, cerca de R$ 948 mil foram repassados ao Esporte Clube XV de Novembro como parte do acordo.

“Há indícios de que este escritório atuou como uma ‘Câmara de Compensação’ ilícita. Os relatórios de inteligência financeira apontam uma movimentação de R$ 1,3 milhão […] Assim, provavelmente o CNPJ do escritório serviu para blindar a origem do dinheiro, permitindo que recursos ilícitos fossem integrados na economia formal sob a justificativa de reparação civil e honorários advocatícios.”

As investigações indicam ainda que os valores não teriam sido pagos diretamente por MC Ryan SP, mas por terceiros ligados a um suposto esquema de apostas ilegais, incluindo empresas como Digitopay e GRF Assessoria, além de Tiago de Oliveira. 

Tiago é considerado liderança do esquema, gestor estratégico e de decisões operacionais. Referido como ‘Pai’ por Ryan e companheiro da avó do artista, Vera Lúcia Santana.

De acordo com a PF, foram identificados ainda repasses de cerca de R$ 770 mil vindos dessas empresas, além de outros valores ligados a investigados no esquema.

Operação

A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (15/4), com a participação de mais de 200 policiais. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

Segundo a PF, o grupo investigado pode ter movimentado mais de R$ 260 bilhões. Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo, armas, além de documentos e equipamentos eletrônicos.

Entre os presos estão MC Ryan SP, apontado como principal beneficiário do esquema, além de MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, o influenciador Chris Dias e sua esposa, Débora Paixão.

De acordo com as autoridades, o esquema utilizava empresas do ramo artístico e digital para misturar receitas legais com dinheiro de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, apostas ilegais e rifas virtuais.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens ligados aos investigados.

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