Sem Lula, centrais sindicais promovem atos do 1º de Maio em SP

Bandeiras do governo federal, como o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por app, devem ser defendidas no Dia do Trabalhador

atualizado

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Vinícius Passarelli/Metrópoles
Ato unificado das centrais sindicais no 1º de Maio de 2025, na praça do Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo
1 de 1 Ato unificado das centrais sindicais no 1º de Maio de 2025, na praça do Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo - Foto: Vinícius Passarelli/Metrópoles

Assim como no ano passado, o feriado de 1º de Maio terá atos do Dia do Trabalhador de sindicatos e movimentos ligados à esquerda em São Paulo sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os eventos estarão espalhados pela capital e região metropolitana e devem carregar como principal bandeira o fim da escala 6×1, que teve uma comissão especial instalada esta semana na Câmara dos Deputados, e a regulamentação do trabalho em aplicativos, que foi retirada da pauta da Casa. Os dois temas são tratados como prioritários pelo governo federal.

Evento com Haddad, Tebet e Marina

Um dos principais atos será realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e a Força Sindical. Este ano, o evento será na Rua Galvão Bueno, na Liberdade, centro de São Paulo, em vez da tradicional mobilização na Praça Heróis da FEB, zona norte da cidade. Estão confirmados para o ato o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade).

Os ex-ministros de Lula estarão reunidos com o relator do Projeto de Lei da Dosimetria, no dia seguinte à derrubada do veto do presidente Lula pelo Congresso Nacional. O PL abre caminho para a redução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 23 anos e 7 meses de prisão pela trama golpista.

Na capital paulista, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, junto a partidos como PSol e PC do B, deve se reunir na Praça Franklin Roosevelt, e a CONLUTAS deve ocupar a Praça da República, ambas no centro. Os organizadores dos dois eventos sindicais tentaram marcar o protesto na Avenida Paulista, mas não receberam autorização da Polícia Militar (PM).

Ao mesmo tempo, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, junto com outros 23 sindicatos da região, vai realizar evento com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Lula, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e outros ministros, como Guilherme Boulos (PSol), foram convidados, mas não confirmaram presença. Já a programação musical terá artistas como Gloria Groove, MC IG e o Grupo Entre Elas.

Além do fim da escala 6×1, o ato defende outras bandeiras sociais, como o combate ao feminicídio, a igualdade salarial entre homens e mulheres e a soberania nacional.

Movimentos de direita ocupam a Avenida Paulista

Palco tradicional de atos pró e contra o governo federal, a Avenida Paulista terá um protesto de três grupos de direita nesta sexta-feira (1º/5), a partir das 11h: Patriotas do QG, A Voz da Nação e Marcha da Liberdade. Conforme revelado pelo Metrópoles, o pedido para a realização da manifestação foi protocolado em 2024, o que inviabilizou a mobilização dos movimentos sindicais no local.

Os grupos pedem liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, fazem críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoiam a candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL). A expectativa de público é de 35 mil pessoas. A convocação está sendo feita pelos movimentos nas redes sociais com vídeos de inteligência artificial. Não há confirmação oficial da presença de lideranças de direita no evento.

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