Eleição 2026

Haddad defende ações na Cracolândia durante gestão na Prefeitura de SP

Haddad disse que milhares de pessoas foram presas na Cracolândia na atual gestão e que PM tinha resistência em atuar no local anteriormente

atualizado

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Rodrigo Freitas/Metrópoles
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de SP, Fernando Haddad (PT)
1 de 1 O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de SP, Fernando Haddad (PT) - Foto: Rodrigo Freitas/Metrópoles

O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que foram feitas milhares de prisões na Cracolândia durante a atual gestão e que, assim, “fica fácil dizer que sumiu quando você botou todo mundo na cadeia“. Ex-prefeito da capital, o petista defendeu as medidas tomadas por sua gestão, quando implementou o programa Braços Abertos, focado na redução de danos aos dependentes químicos.

O programa é frequentemente criticado por seus adversários políticos, que chegaram a apelidar a iniciativa de “bolsa crack”. As atuais gestões estadual e municipal afirmam desde o ano passado terem acabado com a Cracolândia, o que será uma das principais vitrines da campanha de reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário de Haddad.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o petista se defendeu das críticas de não ter conseguido lidar com o problema da Cracolândia, argumentando que não cabe ao prefeito da cidade lidar com a questão da segurança nas chamadas cenas abertas de uso.

“Em primeiro lugar, tem que esclarecer à população que o prefeito não tem força policial. A minha obrigação constitucional era tratar a saúde pública daquelas pessoas. Era tirar essas pessoas da dependência química e restabelecer a dignidade com trabalho. E eu já encontrei inúmeros beneficiários desse programa que estão totalmente reconstituídos. Não estão presos. Eles estão recuperados. Então, aquilo era um trabalho de recuperação de saúde pública”, disse Haddad.

O pré-candidato ainda argumentou que não tinha poder sobre a Polícia Militar e que, à época, a corporação tinha resistências em agir na Cracolândia. “Então, eu contei parcialmente com o apoio, mas a tarefa da Prefeitura de São Paulo era, e continua sendo, recuperar as pessoas”, disse.

Sobre a atual política adotada no local, Haddad afirmou que ainda precisa checar se os dados apresentados são reais, mas que “fica fácil sumir com a Cracolândia” quando se coloca “todo mundo na cadeia”.

“Há notícias de uma dispersão. Teve muita gente que foi presa. Eu até estou apurando esse dado, porque parece que as prisões na Cracolândia chegaram aos milhares. Mas eu não tenho certeza se esse dado é verdadeiro. Preciso checar. Mas foram milhares de prisões. Aí fica fácil sumir com a Cracolândia porque você botou todo mundo na cadeia”, disse.

Haddad ainda comentou que “há informações de uma grande dispersão por São Paulo, de grupos menores, mini-Cracolândias espalhadas pelo território”.

“Eu não gosto de falar sobre o que eu não consegui apurar ainda. Mas eu vou ter essa apuração até os debates e vou poder responder com mais certeza. Mas quem atua repressivamente não é a prefeitura. Ela atua e tem que voltar a atuar para recuperar a saúde dessas pessoas”, argumentou.

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