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“Tarcísio é submisso ao Trump, não tem opinião própria”, diz Haddad. Veja vídeo

Fernando Haddad afirmou que Tarcísio apoia a ideia de classificar o PCC como organização terrorista por ser “submisso” a Donald Trump

atualizado

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Rodrigo Freitas/Metrópoles
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de SP, Fernando Haddad (PT)
1 de 1 O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de SP, Fernando Haddad (PT) - Foto: Rodrigo Freitas/Metrópoles

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é submisso ao presidente do Estados Unidos, Donald Trump, e que apoiou o tarifaço “contra a economia paulista”.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, o petista foi questionado sobre a posição de Tarcísio em apoiar a ideia do governo norte-americano de classificar facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas.

“O Tarcísio vai apoiar o Trump em qualquer coisa. Porque ele é submisso ao Trump. Ele não tem opinião própria e nem tamanho para dizer para o Trump ‘você está errado nisso’. Ele apoiou o tarifaço contra a economia paulista. A economia que mais sofreu com o tarifaço por alguns meses foi a de São Paulo, e ele estava com o chapeuzinho do MAGA (Make American Great Again), enquanto São Paulo ficava pequeno, crescia menos, gerava menos emprego”, disse Haddad.

“Então, é óbvio que ele vai apoiar. Se (o Trump) falar que (o PCC) é alienígena, ele [Tarcísio] também vai achar. Vai dizer ‘o PCC é de outro planeta, conforme o Trump está dizendo’, prosseguiu o petista.

O ex-ministro afirmou que Tarcísio precisa defender as ideias de Trump porque “tem uma seita que apoia ele e que depende de ele falar isso para apoiá-lo“.

“Se ele falar diferente, vão começar a desconfiar dele. Em grande medida, [Tarcísio] não é candidato à Presidência por conta de pequenos gestos que ele fez para parecer menos pior que o Bolsonaro. Já foi o suficiente para o Bolsonaro descartar ele para a Presidência e botar o filho. ‘Maluco por maluco, vou botar um que eu tenho confiança, que segue a risca cegamente o que eu falar. Então eles ficam em um constrangimento horrível”, afirmou o pré-candidato do PT.

Haddad ainda mencionou o fato de o ex-comandante da Polícia Militar, José Augusto Coutinho, que deixou o cargo neste mês, ter sido citado em uma investigação da Corregedoria da corporação sobre a atuação de PMs como seguranças de supostos integrantes do PCC.

O petista criticou o fato de Tarcísio não ter tido transparência sobre o caso e ter agradecido “os bons serviços prestados ao Estado” por Coutinho na chefia da Polícia Militar.

“Um comandante da PM é exonerado, e aí o cara fala ‘fez um grande trabalho’ e na semana seguinte se descobre que tem pacto com crime organizado? Como pode um governador fazer um negócio desse? Ele ficou com vergonha de ter escolhido mal”, afirmou.

Sobre o que pretende fazer para combater o PCC, o pré-candidato disse que pretende ouvir pessoas, como o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público, que investiga a facção. “Foi ele que descobriu a conexão do ex-comandante com o PCC, ele que por trás das investigações, porque é o cara que mais entende disso. Será que ele não precisa ser um pouco mais ouvido?“, disse o petista.

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