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São Paulo

Samba do Cruz será demolido após batalha por área no Campo de Marte

Organizadores do Samba do Cruz comunicaram data de demolição do local, que dará espaço ao futuro Parque Municipal Campo de Marte

24/07/2026 15:49
Reprodução/Samba do Cruz
justiça samba do cruz demolido campo de marte

Após a batalha na Justiça entre a Prefeitura de São Paulo e o Samba do Cruz, na zona norte da capital paulista, iniciada em março deste ano, os organizadores comunicaram a data de demolição do local, marcada para acontecer na próxima quarta-feira, 29 de julho.

“Infelizmente, nossa luta não foi suficiente para sensibilizar o prefeito Ricardo Nunes (MDB) juntamente com a concessionária que não deu a devida importância à preservação da nossa história, da nossa cultura e da nossa relevância da Cruz da Esperança para a comunidade. A demolição ficou prevista para o dia 29 de julho”, publicou o perfil do Samba nas redes sociais.

Em março a batalha judicial começou, com a decisão da 9ª Vara da Fazenda Pública que determinou a reintegração de posse de uma área de quase 15 mil metros quadrados onde hoje é ocupada pelo Grêmio Esportivo Recreativo Cruz da Esperança, no Campo de Marte, região da Casa Verde, zona norte.

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A decisão se baseou no fato de que a permanência do clube no espaço impede o projeto do futuro Parque Campo de Marte criado em 2024, que pretende ampliar a oferta de lazer, esporte e convivência em uma área densamente urbanizada.

A Justiça considerou que o local foi ocupado de maneira irregular e que a entidade não possui qualquer direito sobre o terreno e determinou que a desocupação ocorresse imediatamente. Ainda em março, o Grêmio Esportivo pediu e o juiz Bruno Santos Montenegro reconsiderou parcialmente a medida.

A demolição imediata foi revogada e foi dado o prazo de 60 dias para saída do espaço, sob argumento do Cruz de que a área ocupada não era uma “invasão” recente mas de uma presença que começou em 1958, com apoio da comunidade local.

A gestão municipal recorreu e em uma decisão publicada em maio o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) voltou a determinar o cumprimento imediado da reintegração de posse da área, com uso da força policial caso se fizesse necessário.

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Em nota sobre a demolição, a administração municipal, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que a medida está sendo cumprida dentro dos prazos estabelecidos do Poder Judiciário. “A SVMA ressalta ainda que o clube nunca solicitou autorização da Prefeitura para realizar o evento Samba do Cruz, que incluía a comercialização irregular de bebidas alcoólicas em espaço público”.

Prefeitura despejou Clube de Várzea

No dia 12 de março de 2026, a Prefeitura de São Paulo cumpriu a reintegração de posse na sede do Aliança da Casa Verde, um dos seis campos de futebol de várzea localizados na área esperada para o futuro Parque Municipal Campo de Marte.

Em 2025, a administração municipal argumentou que a concessionária que venceu o edital para a construção do parque cobrava o terreno “livre e desimpedido” e, por isso, notificou a associação dos clubes do Campo de Marte para que os times desocupassem os locais anexosa aos campos de várzea, que a prefeitura tratou como “ocupação irregular”.

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Placa do Aliança, clube de várzea demolido em São Paulo
Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte
Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte
Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte
Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte
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Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte

Diego Viñas/VarzeaPédia
Placa do Aliança, clube de várzea demolido em São Paulo
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Placa do Aliança, clube de várzea demolido em São Paulo

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Soraia Marques vê demolição da própria casa e da sede do Aliança, clube de várzea que ela administrava no Campo de Marte

Diego Viñas/VarzeaPédia

A associação negou a proposta e, por risco de judicialização, foi negociada uma solução: os clubes desocupariam suas sedes, o terreno seria entregue à concessionária e esta, em até duas semanas, autorizaria o retorno deles, onde permaneceriam até que os novos campos fossem entregues, em até 18 meses. Quatro dos cinco clubes toparam: Pitangueira, Baruel, Sade e Paulista.

O Aliança foi o último a ocupar o local, em 2002 e, diferente dos demais, não possuia qualquer tipo de ligação ou contrato com a antiga dona do local, a Aeronáutica, e nunca ingressou na associação dos clubes.